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quarta-feira, abril 01, 2015

" Teus Seios "


Teus seios... quando os sinto, quando os beijo na ânsia febril de amante incontestado, - são polos recebendo o meu desejo, nos momentos sublimes de pecado...

E às manhãs... quando acaso, entre lençóis das roupagens do leito, saltam nus, - lembram, não sei, dois lindos girassóis fugindo à sombra e procurando a luz!...

Florações róseas de uma carne em flor que se ostenta a tremer em dois botões - na primavera ardente de um amor que vive para as nossas sensações...

Túmidos... cheios... palpitantes, como dois bagos do teu corpo de sereia, - tem um rubro botão em cada pomo como duas cerejas sobre a areia...

Quando os tenho nas mãos... Quantas delícias!... Arrepiam-se, trêmulos , sensuais, e ao contato nervoso das carícias tocam-me o peito como dois punhais!...

Meu lúbrico prazer sempre consolo na carne destas ondas revoltadas, - que são como taças emborcadas no moreno inebriante do teu colo...

Teus seios... são as fontes onde os loucos, saciar a sede, tentam, da paixão, - sede que mata e que sufoca aos poucos...

Teus seios!... Nada existe que os encarne!... - São divinos pecados da Criação, são dois poemas de amor feitos de carne!...

Poema de JG de Araujo Jorge

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