terça-feira, julho 26, 2016

Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma esplêndida felicidade...


Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar. Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.

Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples fato de respirar.

Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma esplêndida felicidade.

Martha Medeiros

Seu Brasílio...


Hoje é o Dia dos Avós. 

Porque felicidade não tem idade.


Seu Brasílio

segunda-feira, julho 25, 2016

Anoiteceu...


"Vivemos com o que recebemos, mas marcamos a vida com o que oferecemos." 

Wiston Churchill


Boa tarde Comentando...









A todos



A todos trato muito bem
sou cordial, educada, quase sensata,
mas nada me dá mais prazer
do que ser persona non grata
expulsa do paraiso
uma mulher sem juízo, que não se comove
com nada
cruel e refinada
que não merece ir pro céu, uma vilã de novela
mas bela, e até mesmo culta
estranha, com tantos amigos
e amada, bem vestida e respeitada
aqui entre nós
melhor que ser boazinha é não poder ser imitada.

(Martha Medeiros)




Sol Hoffmann

Talvez os amores eternos sejam amenos e os intensos, passageiros...


Ficar bem nem sempre deixa outras opções.

É estranho quando as coisas simplesmente têm de terminar.

É o estágio onde todos os sentimentos já evoluíram para um nada.

É o nada que você optou para parar de sentir dor.

No início você briga, chora, faz drama mexicano.

Então percebe que é cansativo demais manter esse jeito de levar as coisas.

Acostuma-se..

Não que pare de doer, mas que cai no seu entendimento que às vezes perdemos algo e não há solução.

No fim você coloca um sorriso no rosto e finge que é sincero, até que a vida o faça realmente ser.

Talvez os amores eternos sejam amenos e os intensos, passageiros.

É isso.

Caio Fernando Abreu

domingo, julho 24, 2016

Anoiteceu...


"A cada dia que vivo, mas me convenço de que o desperdício da vida esta no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. 
A dor é inevitável. 
O sofrimento é opcional." 


Carlos Drummond de Andrade

Estamos quites com nossa juventude...


“Não precisamos de um ninho de amor 

financiado para pagar a perder de vista, 

nem de vestido de noiva, 

nem de anel de compromisso, 

nem de muitos planos. 

Estamos quites com nossa juventude, 

já gastamos as ilusões, 

agora nos restou o melhor da vida: 

ela própria, simplesmente. 

A vida que temos na mão para consumo imediato. 

Sem discussões excessivas sobre moral, 

sem excesso de argumentações psicológicas, 

sociológicas ou com qualquer lógica...” 


Martha Medeiros

Bom Dia...


Deixando meu carinho


Casa de vó


Domingo visitei minha avó.

Fazia tempo que não visitava sua casa.

Na volta, já no carro, chorei de saudade.

Saudade dela, saudade do tempo que eu era pequena e via aquele recanto com olhos de meninice, os mesmos olhos que acompanharam meu filho, o menino que não queria vir embora depois de um dia cheio.

Minha avó sempre foi exímia cozinheira, além de bem disposta e dedicada a agradar a todos pela boca.

Em sua casa nunca faltou o pão de queijo mineiro, a broinha de fubá e o biscoito de polvilho assados na hora, acompanhados do café coado no coador de pano e o chazinho de erva doce.

Além da boa prosa em volta da mesa e do afeto em forma de pudim de leite condensado, minha avó me ensinou muito pelo exemplo.

Ontem, em sua simplicidade carregada de sabedoria, disse que o coração enfraquece com a idade.

Enfraquece de tanto sofrer.

E arrematou dizendo que mesmo assim tinha alegria na vida e nas coisas de tanto amor.

Amor sem preconceito, sem inveja, sem dúvida.

Amor sem medo de tocar, de dizer que ama, de abraçar e segurar minhas mãos frias entre suas mãos quentes para me aquecer.

Amor alegre, de riso fácil, com cheiro de manteiga e farinha; amor disposto e disponível, no entusiasmo das aulas de tricô, no feitio das bonecas de pano, na hidroginástica às terças e musculação às quartas.

Amor na beleza singela que já foi perfeita, no dom de cuidar e servir.

Casa de vó é um monte de coisas mas principalmente um recanto de saudades, de saber que ali o tempo é escasso e passa depressa, de entender que nesse refúgio os momentos devem ser sugados até a última gota, porque a lembrança do quintal, do alpendre florido de orquídeas e da TV sintonizada nos canais tradicionais é muito passageira, ainda que eterna.

 Fabíola Simões

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