sábado, maio 30, 2015


Boa noite Comentando...
Ando precisando tanto...
Paciência cadê você minha filha???







Paciência...



Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... 
Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia. 
Por muito pouco a senhora que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais"... E o bem comportado executivo? O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice.
O cinema se arrasta o teatro nem pensar, até o passeio virou novela. Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...
Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.
A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.
Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar? 
Qual é a finalidade de sua vida? Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você? Onde você quer chegar? Está correndo tanto para quê? Por quem? Seu coração vai agüentar? Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar? 
A empresa que você trabalha vai acabar? As pessoas que você ama vão parar? 
Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire...
Acalme-se...

(Arnaldo Jabor)




Sol Hoffmann


Boa tarde Comentando...







"Se você quer transformar o mundo, experimente primeiro promover
o seu aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações no seu próprio interior."

(Dalai Lama)




"Aprimorar a paciência requer alguém que nos faça mal
e nos permita praticar a tolerância."

(Dalai Lama)




Sol Hoffmann

Música do dia....



COMENTANDO

Amiga, me escuta


Há quanto tempo nos conhecemos?

Você também não tem a sensação de que desde sempre? Não consigo me lembrar de como era a minha vida antes de te conhecer, mas sei que ela está bem melhor desde que você apareceu.

Você é mais do que uma amiga. Você é mais do que uma irmã. Você sou eu mesma em outro corpo. E eu te amo tanto que às vezes chega a doer.

Lembra daquela viagem que fizemos para o sítio? Eu guardo no lugar mais bonito da minha memória. Você estava tão feliz! E eu também. Parte da minha felicidade era em te ver feliz, e sei que parte da sua também era em me ver feliz. Felicidade só é completa quando compartilhada.

E estávamos tão plenamente felizes que naquele dia quando seguramos uma na mão da outra para atravessarmos aquela ponte que balançava com o vento forte, eu prometi a mim mesma que nunca mais soltaria a sua mão. Eu prometi cuidar de você para sempre.

Eu prometi com todo o meu amor. Com toda a minha dedicação. Com toda a minha sinceridade. Amigos são a família que temos a oportunidade de escolher. E eu escolhi você. E das minhas escolhas eu cuido, cultivo, protejo e encorajo.

Você não vai gostar das palavras que virão a seguir, mas elas precisam ser ditas. Você vai negar, você vai querer não enxergar, mas eu preciso abrir os seus olhos. Mesmo que eu não consiga, eu preciso ao menos tentar.

Então, amiga, me escuta. Mas escuta com atenção.

Você conhece todos os meus segredos, e eu os seus. Sabe de todos os meus medos e eu dos seus. Decorou todos os meus sonhos e eu os seus. Não temos segredos. Você sabe de tudo sobre mim e eu sobre você. Mas tem algo que você não sabe. Você não sabe nada que vale a pena saber sobre você mesma.

Se você soubesse o quão forte é o seu brilho, nunca deixaria que ninguém o apagasse.
Se você soubesse o quão lindo é o seu sorriso, nunca deixaria que ninguém o tirasse.
Se você soubesse o quão bom é o seu coração, nunca deixaria que ninguém o quebrasse.
Se você soubesse o quão importante você é, nunca deixaria que ninguém te dissesse o contrário.

Porque você deixa que te digam o contrário? Que pecado tão imenso você cometeu para se auto punir em manter um relacionamento que só te causa dor, angustia e mágoa? Porque você insiste, dia após dia, em manter tristeza onde deveria reinar alegria?

Amiga, quando éramos pequenas e sonhávamos com o nosso príncipe, era isso o que você imaginava?

Era esse o homem dos seus sonhos, que você chegava a suspirar alto quando tentava descobrir qual seria a primeira letra do nome dele na brincadeira da latinha?

Me diz. Era assim que você imaginava viver, escondendo dos conhecidos o rosto inchado e vermelho das madrugadas acordada chorando?

Eu tento entender, amiga. Eu tento ficar feliz por você, mas é difícil ficar feliz por alguém que não está feliz.
E eu não aguento mais.
Não aguento mais te ver transbordado de dor.
Não aguento mais ver as suas cores indo embora.
Não aguento mais você deixando de ser você mesma.

Porque cada vez que você morre um pouquinho por dentro, eu morro um pouquinho por dentro também.

Amiga, você precisa saber uma coisa sobre o amor.

Amor não sobrevive em ambiente de humilhação.
Amor não divide território com mentiras.
O amor é grandioso de mais para se rebaixar a compartilhar espaço com traições.
Isso que você acha que é amor, não é amor. É abuso.
Onde há abuso, não há amor.
E onde há amor não há abuso.

E não pense que estou contra ele. Eu não estou contra ninguém. Eu apenas estou a favor de você. Nunca perdi uma noite pensando nele, mas tenho perdido semanas, meses inteiros pensando em você.

Então me diz o que você precisa pra sair dessa situação.

Um conselho? Eu tenho uma mala cheia deles.

Alguns vocês mesma me deu.

Uma mão amiga? Eu tenho duas.

Um puxão de orelha? Já posso ir estalando os dedos desde agora.

Eu não sei do que você precisa, mas sei que eu tenho. E se eu não tiver, vou até o fim do mundo encontrar. Mas eu volto. Eu volto porque sem você eu não sigo.

Então, por favor, volta, amiga.

Volta a ser a mulher incrível que eu vi ao longo dos anos você se transformar.
Volta a ter o mundo nas suas mãos.
Volta a ser dona de si mesma.
Dona das suas vontades.
Dona da sua vida.
Volta a estampar o sorriso mais lindo e sincero de todos.
Volta a ser exemplo de tudo de bom que uma pessoa pode ser.
Volta a amar e se dedicar à pessoa mais incrível que eu já conheci até hoje: você.

Eu não sei do que você tem medo, mas saiba que não existe medo grande o suficiente que consiga nos assustar quando temos amigos.

Você não sabe que quando você me chama, eu deixo as minhas dores no canto do quarto e vou correndo te ajudar a carregar a sua?

Marina Barbieri

sexta-feira, maio 29, 2015


Boa noite Comentando...









Ser namorado é:



"*Quem tem a certeza de que seja como for a vida, sem ele (a) seria pior;

*Um pedaço de possibilidade em forma de deslumbramento;*O estado de sentir, antes de qualquer encontro, todas as suas descobertas, mesmo as impossíveis, pouco importa se entre casados, solteiros, noivos, viúvos ou namorados mesmo;

*O amor que está ao lado, o possível, o adivinhado, o portador das nossa melhores expectativas;

*Tudo o que representa o melhor de cada um de nós;

*Namorado não é quem assim se denomina, como se namorar fosse o começo de uma hierarquia, que depois continua com noivado e casamento;

*São os sonhos que nutrem nossa ânsia de viver num mundo onde as pessoas estão ávidas pelo encontro mais profundo com o que são e com o que gostariam de trocar;

*O cheiro e gosto de pele das indefiníveis atrações vindas não se sabe de que encarnações; *Ser namorado é ver a vida passar e, de repente, parecer que tudo faz sentido;

*Namorado é o noivo, o marido, o amante, o tímido desejoso, o fiel impossibilitado, o infiel aturdido, o frustrado, o reprimido, sempre que neles se riscar o fósforo da verdade e acender a luz de sua vontade;

*Namorado é o ser humano em estado de amor.

*Enamore-se.

*Enlou... Cresça!!!"


(Arthur da Távola)




Sol Hoffmann

INVENTAR PARA O BEM OU PARA O MAL


Temos a responsabilidade pelo jeito como os amigos e familiares enxergam quem a gente ama.

Nós é que definimos a olhar de nossos próximos para o bem e para o mal.

Estava em papo à toa com Mariana e destacava o quanto fui feliz com sua mãe enquanto namorávamos na universidade. Não havia partilhado com a filha as minhas experiências do meu início universitário.

- Como, pai? Ela é totalmente diferente de você: objetiva e seca.

- Não, Mariana, ela usava muitas metáforas, ela cantava Maria Bethânia, escrevia cartas de amor.

- Não é possível, você está falando de alguém que não conheço.

Fui obrigado a citar duas ou três expressões que a sua mãe usava comigo. E ela se calou durante o resto do trajeto.

Dois dias depois, Mariana descarrega uma pesada artilharia de mensagens em meu celular, com aspas, prints e citações

- Pai, revi meus diálogos com a mãe e encontrei várias expressões poéticas e sensíveis, comparações estranhas, eu só olhava um lado de sua personalidade e não a enxergava inteira.

Eu não contive o contentamento, o riso de quem deixou sua filha alforriada das minhas limitações (que ela tenha as próprias limitações, não as minhas).

Ajudei, inconscientemente, a estabelecer uma imagem de sua mãe fria, casmurra e distante. Nem de um modo direto, mas por poucas e pobres observações sobre desentendimentos caseiros, tipo "era de se imaginar" ou "ela sempre foi assim e jamais será diferente". Sentenças que não permitiam que a minha filha entendesse a complexidade e a pluralidade da figura materna. Reduzia a minha ex a uma caricatura que me interessava, e que acabava beneficiando às minhas qualidades.

Se o marido é odiado pelas suas amigas, se sua esposa é recusada pela sua família, se um colega é malvisto pela sua turma no trabalho, é você que edificou a indisposição por sucessivas queixas. Não foi obra do destino e uma manifestação espontânea dos acontecimentos. Ninguém foi desmascarado, nós que impomos as máscaras verbais naquele que criticamos de acordo com as circunstâncias, pelo medo de não ser amado, pela desconfiança e pela insegurança. Nós é que maquiamos o cadáver ou borramos os seus traços em plena juventude.

Erramos o peso da boca: ao desabafar, julgamos e condenamos. E não há como ser justo na catarse. Catarse é faxina, é colocar para fora sem nenhuma hierarquia de importância.

Tanto que na paixão desaparecemos para os amigos para ressurgir apenas quando irrompe a primeira decepção. E os amigos ficam conhecendo o rol de frustrações amorosas, e não o que gerou o encantamento.

Sempre temos a chance de consertar as nossas distorções e avaliações de terceiros, de retroceder no inquérito e suspender as censuras. Até porque as pessoas mudam, e também mudam a nossa perspectiva e as nossas prioridades.

É só chamar para uma conversa os envolvidos e desfazer os condicionamentos com a simples poção mágica de palavras "eu me enganei" e demonstrar o quanto aquela companhia vem sendo fundamental em nossa trajetória e rotina.

Ler é interpretar, viver é escrever por cima. Somos marcadores de textos dos defeitos e virtudes do outro.

FABRÍCIO CARPINEJAR

Você não quer ser feliz


É um dia lindo lá fora. Há flores no caminho que você faz todos os dias. Há amor nos olhos que você vê todos os dias. Há o sol, exuberante. Há milhares de possibilidades de ser feliz, mas você não quer. Você insiste em mergulhar na sua própria amargura, como se isso pudesse te salvar.

A verdade é que algumas pessoas simplesmente se boicotam – não são felizes porque não querem ser. Estão ocupadas vivendo dias idênticos, igualmente monótonos. Suas retinas simplesmente não suportam a beleza, seus braços não alcançam a alegria que está bem diante do seu nariz.

Eu, honestamente, não tenho medo de ser acusada de romântica e utópica ao falar de amor, doçura e alegria em um mundo cinza, com pessoas vazias que repetem “mais amor, por favor”, como um exército de robôs inconscientes, mas fazem questão de guardar o vazio nos corações. Eu falo de sensibilidade num mundo em que ninguém mais consegue se olhar nos olhos – porque escrever é isso, poder criar o seu próprio mundo.

É incompreensível como algumas pessoas simplesmente não enxergam a beleza – tão acessível – e seguem maldizendo o universo, como se um dia ruim fosse a certeza de outras centenas de dias ruins, de um mundo ruim. Sinto uma agonia imensa em ver tanta gente perdendo vida. Desaprendendo a sorrir, fechando os olhos para a imensa beleza que cada dia traz consigo.

É claro que existem dias ruins – afinal, não haveria luz se não fosse a escuridão. Existe a maldade, existe a amargura, existe o desamor. Existem milhões de dilemas e tristezas com os quais não sabemos lidar. Sempre foi (e, arrisco dizer, sempre será) assim.

Mas estamos aqui para a felicidade. Devemos estar a postos. Sempre haverá uma mão amiga em uma escalada difícil, sempre haverá o dia depois de uma madrugada triste, sempre haverá o sorriso depois de algumas lágrimas – que regarão o seu crescimento.

Tira essa máscara de tristeza e de amargura. Tem um mundo lindo lá fora, com milhões de pessoas igualmente lindas. Tem tanto amor pra viver, tantos lugares pra ir, tanta gente pra conhecer, tantos dias vão amanhecer e até quando você manterá a sua janela fechada?

Ser feliz todos os dias – apesar dos pesares – não é utopia. Utopia é esperar que tudo se encaixe no seu ideal de vida perfeita para poder ser feliz.

Nathalí Macedo

quinta-feira, maio 28, 2015

Boa Noite...

Deixando meu carinho...



Boa noite Comentando...









A Filosofia do Sucesso



Se você pensa que é um derrotado,
você será um derrotado.
Se não pensar quero a qualquer custo,
não conseguirá nada.
Mesmo que você queira vencer,
mas pensa que não vai conseguir,
a vitória não sorrirá para você.

Se você fizer as coisas pela metade,
você será um fracassado.
Nós descobrimos neste mundo
que o sucesso começa pela intenção da gente
e tudo se determina pelo nosso espírito.

Se você pensa que é um malogrado,
você se torna como tal.
Se você almeja atingir uma posição mais elevada,
deve, antes de obter a vitória
dotar-se da convicção de que conseguirá infalivelmente.

A luta pela vida, nem sempre é vantajosa
aos fortes, nem aos espertos.
Mais cedo ou mais tarde,
quem cativa a vitória
é aquele que crê plenamente:  EU  CONSEGUIREI!


(Desc. autor)




Sol Hoffmann

Nem cão, nem lobo, psicologia de um velho índio


“A terra é profunda e a sua sabedoria é grande. Escute as pedras e escute o vento. Se todos fizessem algo pelos outros, não haveria ninguém necessitado em todo o mundo.”

No livro “Nem Lobo, nem Cão. Por Caminhos Esquecidos com um Índio Ancião”, Kent Nerburn nos traz o testemunho e as palavras de um índio Lakota. De tempos em tempos, sempre vale a pena lembrar ou voltar a olhar para estas culturas tão diferentes do nosso próprio estilo de vida.

Mas você pode estar se perguntando, por quê? Talvez porque nunca é demais conhecer algo novo a cada dia, algo que tem a ver com a nossa natureza como seres humanos. Às vezes, sem perceber, costumamos nos encher de pressa com o café da manhã, nos amarrando com obrigações e preocupações enquanto fechamos as janelas àquilo que, possivelmente, nos dá oxigênio e luz. O que é verdadeiramente importante.

Os pensamentos dos índios Lakota estão enraizados nas coisas simples que fazem por si sós, um autêntico legado psicológico que merece ser lembrado para ter em conta. Trata-se de um tipo de sabedoria que pode nos ajudar perfeitamente a desenvolver algumas competência sociais e pessoais.

Psicologia de um sábio índio Audição ativa: Os índios Lakota costumavam dizer que o homem branco sempre resolvia as coisas discutindo. Que eram incapazes de se ouvirem uns aos outros para aprender. Esta é, sem dúvida, uma dimensão essencial em muitas perspectivas da psicologia atual: a escuta ativa. “Nós índios sabemos do silêncio. Não temos medo dele. De fato, pra nós é mais poderoso do que as palavras. Nossos anciãos foram educados nos modos do silencio e eles nos transmitiram esse conhecimento. Observe, escute e então aja, nos diziam. Essa é a forma de viver.”

Capacidade de aprendizagem: Manter uma mente aberta, saber observar, aprender para se adaptar e sobreviver. Os índios Lakota viviam da natureza e compreendiam a necessidade de aprender todos os dias, com o seu meio e as pessoas, para avançar na sobrevivência.

O respeito era essencial para eles, por isso nunca entendiam por que o homem branco jamais conseguiu ter o mesmo ponto de vista deles. “Observe os animais para ver como cuidam das suas crias. Observe os anciãos para ver como se comportam. Observe ao homem branco pra ver o que ele quer. Sempre observe primeiro, com coração e mente quietos, e então você aprenderá. Quando você tiver observado suficientemente, então poderá agir”.

Negociação e solução de conflitos: Todos já lemos e inclusive aprendemos muitas das pautas redigidas em centenas de livros sobre a solução de conflitos, articuladas a partir de várias perspectivas psicológicas. Entre elas, estão a necessidade de saber ouvir de forma ativa, de ter empatia com o outro para compreender o seu ponto de vista, e de sermos suficientemente assertivos para colocar em voz alta os seus pensamentos e necessidades.

Os índios Lakota também tinham isso claro e tentaram transmiti-lo ao homem branco: a necessidade de ouvir, de guardar silêncio para entender uns aos outros.

“Nas suas festas todos procuram falar. No trabalho estão sempre tendo reuniões nas quais todos interrompem a todos e todos falam cinco, dez ou cem vezes. E a isso chamam de “resolver um problema”. Quando estão em um ambiente e há silêncio, ficam nervosos. Precisam preencher os espaços com sons. Assim, falam por impulso, mesmo antes de saber o que vão dizer. Para os índios isto é uma falta de respeito e inclusive algo muito estupido. Se você começar a falar, eu não vou lhe interromper. Quando você acabar, tomarei a minha decisão sobre o que você disse, tendo primeiro compreendido o seu ponto de vista.”

O valor que os Lakota atribuíam às palavras era essencial. Para eles “eram sementes para plantar e deixá-las crescer”. Talvez por isso chegaram a se entender e a manter-se tão unidos tanto como povo, e como unidade familiar. “Raras avis” para os homens brancos, que jamais quiseram chegar a compreender o porquê da sua tranquila quietude, da sua incompreensível harmonia e desse ar primitivo intimamente arraigado à natureza.

Pode ser que atualmente continuem nos parecendo estranhos e algo antiquados, mas o seu legado está coberto de grandes verdades e simples ensinamentos que merecem ser lidos e ouvidos. Em silêncio e para dentro de nós mesmos.

Para nos fazer pensar…

quarta-feira, maio 27, 2015


Boa noite Comentando...









Os gestos também falam



Quando as palavras calam, os gestos falam.

Vivemos às vezes situações em que as palavras parecem desaparecer do nosso vocabulário. Elas ficam todas emboladas no nosso estômago, sobem até a garganta e não sabemos, não temos idéia de como colocá-las para fora. São muitas vezes quando nossos amigos mais precisam de nós. E, justamente, é aí que encontramos essa barreira. Não sabemos o que dizer, não temos explicação aceitável para o sofrimento, temos medo de falar algo que não devemos e nos quietamos.

Achamos com facilidade palavras, repetidas e gastas mesmo na maioria das vezes, para expressar nossa alegria, nosso desejo de felicidade ao outro e não nos importamos se alguém já disse ou não. Pegamos emprestadas essas frases corriqueiras e fazemos delas nossa mensagem. E nossos amigos recebem isso de coração aberto, sorriso estampado, porque eles fazem também uso disso. É de praxe, é normal, é gentil, é nobre. É milhões de vezes melhor que o esquecimento.

Nossa grande dificuldade é expressar em palavras de consolo quando nós mesmos temos um coração moído pela dor de ver o sofrimento do outro e termos a consciência que não podemos fazer nada!

Vai passar, sabemos disso, pois todas as dores passam, como passam as noites de lua e os dias de sol. Nada é estável e constante.

E queríamos tanto encontrar as palavras exatas que amenizasse o sofrimento, que trouxesse consolo imediato, que anestesiasse ou curasse de vez! E lá, nesse exato instante, as palavras morrem.

Mas eis um segredo que só os anjos conhecem: os gestos falam!

Flores falam muito. Um beijo fala. Um afago fala de voz doce e suave. Uma presença, mesmo calada, fala demais. Um abraço fala muito alto. Um olhar sincero diz tanto! Uma mão que segura outra mão fala como várias bocas e centenas de corações...

Quando as palavras se recusarem a sair de você, fale com gestos. O outro compreenderá.

Seja você o anjo calado que vai trazer um lenço e vai ficar do lado para o outro se sentir menos sozinho. Dar de si vale mais que todas as palavras do dicionário juntas. E nesses instantes, Deus se cala também. Ele se contenta, como nós, de olhar com ternura e Ele sente prazer em nós.


(Letícia Thompson )





Sol Hoffmann

A Solução Elegante



Quando volto de um milhão de anos à frente e vejo a humanidade atual eu choro. Vejo quanto ela terá de sofrer ainda para chegar à paz e felicidade.

Choro porque é tão simples ser feliz e tão difícil da humanidade compreender.

Bastaria que um número mínimo de pessoas se iluminasse para que por ressonância os demais também se iluminassem.

E para isso acontecer é preciso que essa minoria colocasse o foco de tudo que fazem, pensam e sentem na solução do problema. Focassem apenas a solução e sentissem isso.

“Tudo que pedirem, crendo que receberam, receberão.”.

Tudo que é preciso saber sobre manifestação da realidade está contido nesta frase.

Crendo que receberam está no tempo passado, portanto já existe. Já está feito. Só então receberão. Somente depois de crerem com 100% de certeza é que o desejo será alcançado. E qual o problema para acreditar que já recebeu? É apenas um pensamento, uma crença. Um único pensamento muda toda a sua vida. Todos tem uma mente que pode pensar o que ela quiser. Todos tem sentimento podendo sentir o que desejam.

Nada está impedindo o seu progresso, sua felicidade, sua evolução. Absolutamente nada.

Qualquer mendigo tem um cérebro com 100 bilhões de neurônios e trilhões de sinapses. Estruturalmente um cérebro como o de todos os gênios que já passaram por aqui. Mas, a questão não está no hardware. Ele é perfeito. O software é o detalhe. O programa, o paradigma, o sistema de crenças. O que você acredita que é real é real. Literalmente. Acredite ou não.

A mesma quantidade de energia requerida para manifestar algo negativo pode ser usada para algo positivo. A mesma! É só uma questão de direcionamento. De escolha.

Quando deixamos nossa mente vagar sem direção, sem foco, entramos na entropia psíquica e a desordem se instala. Quando focamos no que queremos entramos na neguentropia. Na ordem.

Basta um único pensamento para mudar qualquer situação na vida. Só que esse pensamento não pode ser seguido por outro que destrói o anterior. É preciso manter o foco continuamente para que a manifestação aconteça.

Por exemplo: existe algum nanosegundo na sua vida em que você deixa de ser torcedor do seu time? É claro que a resposta é não. Então qual a dificuldade de torcer por você mesmo? De acreditar que a casa/carro/apartamento/saúde/dinheiro/relacionamento já existem?

É uma escolha do que pensar. Em que pensar. Do que sentir. Em que acreditar. É um simples pensamento que decide nosso destino.

Este é o poema que Nelson Mandela lia...

"Não importa o quão estreito seja o portão e quão repleta de castigos seja a sentença, eu sou o dono do meu destino, eu sou o capitão da minha alma".



terça-feira, maio 26, 2015

Boa Noite...

Deixando meu carinho...



Boa noite Comentando...








"ESPALHE O AMOR!!!"



Espalhe o amor por onde você for:
antes de tudo, em sua própria casa.
Dê amor a seus filhos,
sua esposa ou marido,
a um vizinho próximo...

Não permita jamais que alguém se aproxime de você
sem viver melhor e mais feliz.
Seja a expressão viva da bondade de Deus;
bondade em seu rosto,
bondade em seus olhos,
bondade em seu sorriso,
bondade em sua terna saudação.


(Madre Teresa de Calcutá)





Sol Hoffmann

Carta a quem já foi muito importante pra mim


Tava aqui hoje mexendo numas coisas e achei umas fotos nossas num álbum de aniversário que você me deu. Tanta história contada em páginas criadas por você num tanto de tempo atrás que parece que já passou foi muito tempo. Bateu saudade gostosa, sabe? Nada daquela saudade possessiva ou que clama pra entrar numa máquina do tempo e bater na tua porta feito a primeira vez.

Você tá sendo uma lembrança boa de alguém que foi muito importante pra mim. De um amor que foi amor, sim, mas acabou. Acabou e eu te guardo com carinho nos traços, nos quartos, no jeito de rir que eu peguei de você. Te guardo nas formas de redecorar as folhas de caderno, de olhar as vitrines da loja e de sair das mesmices. Cê me tirava da monotonia de um jeito fácil demais, e eu nem desconfiava que era planejado. Também não dava pra suspeitar porque olha, se tem um coisa que me faz falta, é aquele sorriso espaçado com uma brecha entre os dentes do qual eu tanto debochava. Debochava de você sem confessar que eu bancava o bobo pra te ver feliz.

Você foi aquela minha história bonita que eu vou contar pra todo mundo. Vou lembrar do teu nome no meio da noite e te ligar, se não for incômodo, pra bater um papo e brincar de reaquecer o passado no forno. Mas sem aquele desespero de querer de volta ou de escrever recaídas tortas na portaria do teu prédio. Só sinto mesmo um gostinho de doce na boca quando abro as vogais do teu nome e faz bem adoçar a língua com as memórias boas de você.


Cê sabe que eu ainda guardo tudo que foi da gente? Guardo com afeto e sem ressentimento. Nosso amor-superado bate à porta como um velho amigo e eu me preocupo tanto com você ainda que no fim do dia eu me pergunto se você tá feliz. Tá feliz? Se não tiver me liga e vem pegar uma praia comigo que eu te coloco nos eixos e te lembro que ainda vai aparecer alguém pra te lembrar, pra justificar o porquê de você não ter dado certo com ninguém até agora. Me liga e vem tomar uma cerveja comigo pra gente trocar umas confissões como dois melhores amigos, mesmo que isso alimente receios dos outros que insistem em dizer pra gente que o nosso problema é ter deixado ponta solta no fim da história. Bobagem deles. No meio das confissões e dos nossos trôpegos segredos, a gente já deixou claro um ponto final ali no meio. O que a gente sente pelo outro é carinho agora.

E eu acho tanta graça quando a gente percebe que num mundo como esse ainda tem gente que não sente essa saudade boa do passado. Essa coisa gostosa de respirar aquele ar gelado e se lembrar do mar. É tipo isso que eu sinto quanto lembro do teu nome às 6 da tarde enquanto saio do trabalho. Me faz um bem danado te encontrar de meses em meses mesmo que a gente não tenha trocado uma palavra nesse meio tempo. Porque eu reconheço que tem tanto de ti em mim e tanto da gente escrito por aí que deixar de te levar comigo seria o mesmo que dispensar as coisas todas (boas, ruins e indiferentes) que a gente aprendeu junto.

Por isso é que eu te convido no meio da madrugada pra jogar um ping-pong à beira-mar. Pra bater lá na casa de uns amigos nossos e chegar de surpresa – e causar espanto em todo mundo que tiver por lá. Por isso que eu me preocupo de vez em quando e apareço perguntando se você tá bem. Eu espero que esteja, sempre. Por isso que me pergunto a quantas andam tuas viagens por Saturno, Netuno, Plutão, e se você precisa de ajuda pra voltar pra Terra. Se tiver pendendo no espaço e te faltar oxigênio, me chama por aí que eu apareço pra realinhar os teus planetas. Porque eu tenho a certeza de que a gente pode não ter sido o caminho certo, mas o nosso passado-guardado fez da gente bússola um do outro.

DANIEL BOVOLENTO

Faca amolada



Não deu certo. Ainda não sabemos exatamente porque, mas, do ponto de vista do ser humano, o mundo anda tenebroso.

Assustador. Aqui e planeta adentro, intolerância e violência são crescentes e permanentes. A vida virou um exercício cotidiano de escapar das muitas formas de agressão, sem seleção idade, sexo, classe social ou crença.

Aqui, na África, no Oriente e até nos países ditos civilizados da Europa e América do Norte, por exemplo, voltar vivo e inteiro para casa é quase como tirar sorte grande. Escapei. Só por hoje, como costumam celebrar os integrantes de grupos tipo alcoólicos anônimos.

A violência urbana, antes característica das metrópoles, marca presença aqui, ali e alhures. Em todo lugar.

Nos últimos dias, a sensação de pânico está reforçada pelo crescimento de crimes com faca – arma branca que, surpreendentemente, não tem porte proibido por lei. Além de ser mais barata e facílima de ser adquirida. Está disponível em toda e qualquer cozinha.

Assalto com faca virou hit. (Perdão pelo mau gosto da expressão). Mais que tendência é o modismo consagrado deste outono brasileiro. Faca na mão é up to date.

E a vida vale cada vez mesmo. Num sintoma de raiva/ódio, o agressor fura o agredido – uma, duas, três, N vezes. Em alguns casos, não só fura como roda a faca no buraco feito no corpo da vítima, como se quisesse a certeza de que o estrago será grande, mortal de preferência.

Impressionante (para mim) nos ataques por faca é a proximidade exigida do agressor. É real corpo a corpo. Como nas antigas guerras. Como que representando também a cada vez maior proximidade da violência em nossas vidas.

A faca faz com que a violência não esteja mais “em cada esquina”, como costumávamos apontar, mas colada em nós - feito sombra (macabra).

Exagero? Nem tanto. Quem pesquisa ou, por força de profissão e atividade, acompanha o estrago que a violência faz na psique coletiva sabe como o medo anda espalhado entre nós – crianças, jovens, adultos, idosos.

Tenho lembrança que, na infância, tínhamos medo de escuro, de fantasma e de loucos - aqueles que, perdendo a razão, eram capazes de “judiar” ou matar alguém. (Não sou uma centenária, só gente que nasceu nos anos 50).

Pois é. Hoje as assombrações das crianças são sequestros, assaltos, bala perdida, tiros, facadas, tortura e assassinatos – dos pais, particularmente. Mesmo que elas, felizmente, nunca tenham vivido ou assistido qualquer dessas situações.

É a era do medo. Reforçado 24 horas por dia pelo noticiário que, quase on-line, faz o mundo pequeno no bem e no mal.

Há a tese de que a humanidade sempre foi violenta, mas só neste século temos acesso constante – e a quente – de tudo que acontece em cada canto do planeta. O que faz crescer a sensação de violência.

Explica, mas não justifica. Verdade que, entre os humanos, somos os que não matam só para comer. Verdade também que matamos mais.

Matamos principalmente por intolerância às diferenças. Todas – sociais, religiosas, sexuais, raciais, todas essas juntas, ou nenhuma delas específica, mas algum sentimento difuso que reúne e transforma frustrações da vida em explosões de ódio.

Possuídas por elas matamos cada vez mais. E assim nos vingamos (?) por alguma diferença ou indiferença sentida ou pressentida, mal digerida.

Boko Haran, EL, Al-Qaeda. Guerras. Gangues. Milícias. Violência urbana. Armas de fogo. Armas brancas.

Não há lei ou prisão que resolva isso. A reforma (reumanização) possível tem que ser pelos sentimentos. Como? Adoraria saber.

Tânia Fusco



Tânia Fusco
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...