terça-feira, maio 24, 2016

O Tempo


É inevitável: o tempo passa e mostra o que deve ficar em nossos corações.

Ele, grande mestre da vida, sabe o que é melhor, quando devemos agir e como devem ser os nossos passos.

Ele também se encarrega de fazer uma enorme faxina em nossas almas e mentes.

Por isso, querido tempo, só temos que te agradecer.

Clarissa Corrêa

segunda-feira, maio 23, 2016


Boa noite Comentando...






Controle-se e descontrole-se


"Quanto mais tento controlar o que está fora de mim, mais eu "ME" descontrolo."

Repita essa afirmação em voz alta e veja como você se sente.
Em seguida pense nas coisas e nas pessoas que você quer ter sob seu controle.
Pergunta: essas coisas e essas pessoas conseguiriam existir sem você?
Sua resposta deve ser extremamente honesta. Não se engane.

Um dia aprendemos a abraçar a ilusão de que somos indispensáveis.
É essa ilusão que nos escraviza à necessidade de viver em constante vigilância
como se fosse muito perigoso deixarmos que tudo e todos seguissem e
prosseguissem sem nosso excessivo cuidado, que geralmente é cansativo
e estressante para os dois lados.

Aceitemos ou não, tudo está em permanente movimento,
e isso sempre envolve mudanças.
A razão maior de alguns sofrimentos é a resistência em aceitar que tudo pode
mudar sem que se consiga controlar o processo.

Nenhuma guerra teria acontecido neste mundo se não houvesse
tanta gente resistente a mudanças.
O que é uma guerra senão o desejo das partes envolvidas
de ver a sua vontade dominando?

E assim é conosco também. Vivemos pequenas, médias e grandes "guerras"
diariamente só pela vontade de dominar e de alterar as escolhas e rotas alheias.

A paz só pode estar presente no coração de quem visa apenas o controle sobre si mesmo.
Como se pode encontrar descanso, dormindo com um ôlho aberto e o outro fechado?
O cansaço se acumula, e o que não podemos segurar escapa cada vez
mais pelos vãos dos nossos dedos.

Se seguíssemos a ordem "Viva e deixe viver"
teríamos mais longevidade e menos doenças, além de
outros transtornos terríveis e sufocantes.

O fato é que não somos - nem podemos ser! - onipotentes, oniscientes e onipresentes.
É imprescindível para o nosso próprio bem que reconheçamos que só Deus pode sê-lo.

Já que não podemos ser "deuses", escolhamos ser gratos por ser mais uma obra de Deus,
obra esta que veio ao mundo para ser aprimorada e, acima de tudo, LIVRE!

A liberdade só é experimentada quando libertamos
o que não temos capacidade para segurar.

Se o seu coração e mente lhe parecem gaiolas fechadas,
abra as portas e deixe que voem os "pássaros" presos.

Aproveite essa atitude para voar livremente também.
Ninguém o seguirá no momento derradeiro e vice-versa.
Essa verdade é indiscutível e imutável como todas as Leis do Céu.

Liberte para libertar-SE.

(Silvia Schmidt)



Sol Hoffmann

Inquieta por natureza


Sou inquieta por natureza.

Nasci com sentimento de urgência.

De fato, sou impaciente e tolero pouco gente que não sabe se dar.

Tenho profundo respeito pelas pessoas confusas, do tipo que sentem as veias pulsando no corpo.

Geralmente são as mais generosas no quesito sentir.

Me importa quem faz amizade com a alma.

Alma é uma palavra tão linda!

Significa tanto!

Devoro quem gasta a alma com pequenices.

Nasci com uma impaciência crônica para falta de delicadeza com o outro.


Cláudia Dornelles

domingo, maio 22, 2016

Boa Tarde

Deixando meu carinho...


Boa tarde Comentando...







Procura-se um Amigo


"Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração.
Precisa saber falar e calar, sobretudo ouvir.
Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa.
Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor... Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo.
Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão.
Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados.
Não é peciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa.
Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo.
Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vázio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo.
Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações da infância.
Precisa-se de um amigo para não se enloquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo para se parar de chorar.
Para não mais viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas.
Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive."

(Vinícius de Morais)



Sol Hoffmann

Por tantos portos e tantas praias me aventurei...


Você pede o meu coração,

e eu só tenho a lamentar,

sou como um barco a vela,

solto à deriva em alto mar.

Talvez não entenda o que eu digo,

pois da praia não dá pra enxergar,

não posso dar o que não me pertence,

por isso sigo a navegar.

Se esse barco meu o fosse,

era o fim da aflição,

pois em ti encontraria porto seguro,

terra firme para o coração.

Mas a maré só escuta a Lua,

e há tempos que as nuvens não deixam enxergar,

as velas rasgaram na ultima chuva,

e minha bússola insiste em não funcionar.

Por tantos portos e tantas praias me aventurei,

e há tantas outras ainda por explorar,

mas ainda não houve nada tão sedutor,

quanto a brisa que me beija em alto mar.

Que os bons ventos me tragam a sorte,

de algum dia um farol em uma ilha encontrar,

de água verde e areia branquinha,

pro meu barco não querer mais voltar.


 Rafael Magalhães

sábado, maio 21, 2016


Boa noite Comentando...







Mude


Mude,
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais,
leia outros livros,
Viva outros romances!

Não faça do hábito um estilo de vida.

Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.

Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.

Só o que está morto não muda!

(Edson Marques - Meu grande amigo poeta)



Sol Hoffmann

Gênios dizem “não sei”, tolos inventam respostas


Você acha que o governo é legítimo?
E a camada de ozônio, que barra…
Será que as Olimpíadas acontecem mesmo?
E a duplicação da BR que está parada, sai quando?
Nestes tempos em que perguntas surgem como avalanche e respostas sensatas como um oásis, passei alguns dias observando como as pessoas pararam de admitir que simplesmente não sabem das coisas.

Ouvi absurdos sobre temas que conheço simplesmente porque fiz uma pergunta técnica a alguém que não sabia o que estava respondendo, mas tinha que manter a sensação de saber.
Inventei discos que o Cauby Peixoto não lançou para que as pessoas dissessem “nossa, eu ouvi, sim, é maravilhoso!”.
Reparei que muitas vezes o “tenho certeza que ele pensou ou agiu assim” é uma forma enrustida de mostrar que a suposição é menos pior do que não saber ou não opinar.

“Não sei” é quase um fim de assunto.
Porque quando admite desconhecer aquilo ao ponto de concordar ou discordar, defender ou acusar, e não pergunta algo em seguida, a pessoa está demonstrando que a falta de informação não tira o seu sono ou aumenta a sua ansiedade com a vida.
Quando o “não sei” é seguido de “como é?”, por outro lado, este alguém está mostrando que tem humildade para admitir que não sabe de tudo no mundo e aumenta ainda mais a importância de que, quem o explica sobre aquilo, saiba do que está falando.

Nestes últimos três dias, ouvi pouquíssimas vezes pessoas dizendo que não sabiam.
E olha que fui a reuniões, encontros com alguns grupos, monitorei alguns grupos de WhatsApp e até conversas privadas no Facebook entraram no meu radar.

As que pronunciaram as tais palavras, por outro lado, percebi serem as pessoas mais geniais que eu conheço.
Acho que elas entenderam que não saber é infinitamente melhor do que inventar, mentir e falar qualquer coisa.
Não é feio, não é errado, não ofende ninguém – enquanto a mentira disfarçada de informação pode ofender muita gente.

É impossível que você saiba tudo.
O espelho te diz isso, o mundo sabe disso.
Então, como seria se, só por um dia, você decidisse dizer que não sabe todas as vezes em que não tiver certeza?
Vai exigir monitoramento com afinco, já que a opinião vã muitas vezes sai sem querer.
Talvez você se sinta absolutamente vulnerável num primeiro momento, mas também pode ser que você perceba como isso te faz mais forte.
Ou não.
Não sei.

Marina Melz

sexta-feira, maio 20, 2016


Boa tarde Comentando...








"Se a paz é para ser alcançada, nós precisamos começar com a paz interior.
Se coerência social é para ser adquirida, coerência interna é o ponto de partida.
Se o crime deve ser eliminado, precisamos erradicar o crime de nossas mentes e almas.
Se a estabilidade mundial é necessária, precisamos começar pela estabilidade interna.
Não podemos mais oferecer as soluções de supermercado ao problema mundial.
Paz não será vendida nesses mercados.

(Brahma Kumaris)




Sol Hoffmann

Bom dia!


Não dá pra escrever uma história nova quando o caderno já está cheio de rabisco. 

Se você deseja recomeçar, apague o que não te faz feliz e preencha o seu coração do que te torna uma pessoa melhor 


Wanderly Frota
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