domingo, dezembro 21, 2014


Boa noite Comentando...









Se dê uma chance...



Quando a tristeza toma conta, quando chega sem aviso,
e nos tira da frente dos olhos o que de belo temos para ver,
e os rouba os sentimentos e os sorrisos...
Neste momento é chegada a hora de sentar um pouco...
Sentar em um dos tantos espaços da vida, quietinho,
e muito lentamente, trilhar o caminho ao início da mágoa,
à fonte da tristeza.
E chegando nela, observar muito atentamente,
sentir com toda intensidade,
conhecer realmente e encarar de frente
a razão desta mágoa.
E a partir deste momento projetar a saída
para a VIDA, para a PAZ novamente.
você terá sempre caminhos à escolher.
Você pode escolher permanecer neste espaço de infelicidade,
sentir sua vida se esgotando, e carregar com você pessoas que ama,
que te amam, e precisam de sua ajuda
AINDA e SEMPRE.
E passará o que resta de sua vida com uma lágrima nos olhos
e uma grande e pesada porta vedando seu coração.
Mas você pode perceber que existe um caminho
mais difícil de iniciar, mas muito mais fácil de percorrer...
Você pode tentar se erguer e dar o primeiro passo para a
PAZ.
Porque sua tristeza pode ser imensa, mas com certeza
você tem por perto uma, talvez até pequena, fonte de felicidade.
Se dê uma chance e se entregue à esta pequena alegria,
deixe que um amigo se aproxime de você,
receba o beijo carinhoso de alguém que precisa te amar,
e aceite caminhar de mãos dadas, ainda que por pouco tempo.
E se além de imensa, tua tristeza é irreparável, sem chance alguma
de sair de uma vez de tua vida, mesmo assim, não desista.
Guarde em teu coração o sentimento que esta tristeza cria em você.
Não fuja disto.
ENFRENTE ISSO!!
Você vai então perceber, que teu coração é imenso...
como é grande este nosso coração...
Porque mesmo com aquela tão nossa conhecida tristeza
ocupando nele seu espaço, ainda assim, existe outro espaço infinito,
e quantos e quantos momentos de felicidade
podem ainda ser aninhados dentro dele.
E apesar de serem "momentos" de felicidade,
de não serem eternos, a lembrança desta felicidade
permanecerá eternamente contigo.
Valorize cada uma destas lembranças.
Logo nos teus primeiros passos em direção à um amigo,
você com certeza vai receber um sorriso.
GUARDE CONTIGO!!!
Você quem sabe, receberá um olhar afetuoso,
um afago no rosto, um cheiro de flor, um carinho de criança...
Guarde tudo isto em teu coração!!
Cada pedacinho de felicidade te dá força
e coragem para mais um passo.
Porque a VIDA é assim...
ou você se deixa escorregar fácil e displicentemente pelas tristezas,
ou você constrói a cada dia e a cada minuto,
o SEU espaço quente e aconchegante de
FELICiDADE!!!

(desc.autor)



Sol Hoffmann

O primeiro cartão de Natal surgiu na Inglaterra em 1843.


O pintor John Calcott Horsley desenhou uma família ao redor de uma mesa bastante farta e colocou, ao lado, um rico dando comida a crianças pobres.

Havia a mensagem, em inglês: "Feliz Natal e Próspero Ano Novo para você".

Horsley fez o cartão sob encomenda de Henry Cole, diretor de um museu, que imprimiu mil cópias.


Guia dos Curiosos

Hoje na História - 21 de Dezembro


Chega aos cinemas Branca de Neve e os Sete Anões, primeiro longa animado da Disney 21-12-1937 

No dia 21 de dezembro de 1937 era lançado nos cinema pelos estúdios Disney um clássico dos contos de fada, a animação Branca de Neve e os Sete Anões (do original em inglês: Snow White and the Seven Dwarfs).

A história é baseada no conto Branca de Neve, dos Irmãos Grimm.

Foi o primeiro longa-metragem de animação da Disney e o primeiro totalmente a cores.

Seu orçamento inicial era de US$ 150 mil, mas acabou custando US$ 1,5 milhão, um valor exorbitante para a época.

A produção da animação durou 4,5 anos.

A parte mais difícil foi chegar a um desenho final dos anões.



History

Anjos descem a cantar: O maior presépio vivo do mundo



Este vídeo, patrocinado pela Radiant e produzido pela Harmon Brothers, reuniu vários artistas e cantores para quebrarem um recorde mundial: fazer o maior presépio vivo do mundo.

Anjos descem a cantar:

"Paz na terra, glória a Deus".
 Nas montanhas, a ecoar.
Escutai os cantos seus:
"Glória, Glória a Deus nas alturas! Glória, Glória a Deus nas alturas!"
Os pastores lá se vão
Ver o infante celestial,
Repetindo o refrão
Do louvor angelical:
"Glória, Glória a Deus nas alturas! Glória, Glória a Deus nas alturas!"
A Belém vinde adorar Cristo,
Salvador e Rei
Adorai-o a cantar
O refrão da excelsa grei:
"Glória, Glória a Deus nas alturas! Glória, Glória a Deus nas alturas!"

Família.com

sábado, dezembro 20, 2014

Um dia Papa Francisco falou...


"Não é possível abordar o escândalo da pobreza promovendo estratégias de contenção que unicamente tranquilizem e convertam os pobres em seres domesticados e inofensivos. 

Como é triste ver quando, por trás de supostas obras altruístas, se reduz o outro à passividade, se nega ele ou, pior, se escondem negócios e ambições pessoais: Jesus lhes chamaria de hipócritas! 

Como é lindo, ao contrário, quando vemos em movimentos os povos, sobretudo os seus membros mais pobres e os jovens. 

Então, sim, se sente o vento da promessa que aviva a esperança de um mundo melhor. 

Que esse vento se transforme em vendaval de esperança. 

Esse é o meu desejo!" 

Papa Francisco

Ola meus filhos, estou quase chegando...


Ola meus filhos, estou quase chegando, é muito bom estar de volta para festejarmos mais uma vez o nascimento de Jesus, aliás, é importante lembrarmos sempre que esta é a verdadeira essência do Natal. 

Quero entregar-lhes seus merecidos presentes e dizer-lhes que neste época vejo muitos de vocês procurando fazer uma boa ação participando de algum programa social em prol dos necessitados. 

Eu gostaria de deixar aqui um lembrete: os carentes tem fome o ano inteiro, as crianças precisam de guloseimas muitas vezes por ano para adoçar a vida que insiste em ser-lhes amarga, e caridade deve ser anônima, do contrário é vaidade. 

Papai Noel

Resista um pouco mais


Resista um pouco mais, mesmo que as feridas latejem e que a sua coragem esteja cochilando.

Resista mais um minuto e será mais fácil resistir aos demais.

Resista mais um momento, mesmo que a derrota seja um ímã; mesmo que a desilusão caminhe em sua direção.

Resista mais um pouco, mesmo que os invejosos digam para você parar; mesmo que a sua esperança esteja no CTI.

Resista mais um momento, mesmo que você não possa avistar ainda a linha de chegada; mesmo que as inseguranças brinquem de roda a sua volta.

Resista um pouquinho mais, mesmo que a sua vida esteja sendo pesada como a consciência dos insensatos e você se sinta indefeso como um pássaro de asas quebradas.

Resista porque o último instante da madrugada é sempre aquele que puxa a manhã pelo braço e essa manhã, bonita, ensolarada, sem algemas, nascerá para você em breve, desde que você resista.

Resista, porque eu estou sentada na arquibancada do tempo torcendo ansiosa para que você resista e ganhe de Deus o troféu que merece: a felicidade.

Ana Jácomo

Hoje na História - 20 de Dezembro


Muro de Berlim é aberto pela primeira vez 20-12-1963 

 Mais de dois anos depois da construção do Muro de Berlim pela Alemanha Oriental, em torno de 4 mil moradores de Berlim Ocidental foram autorizados a passar para o outro lado em um dia como este, ano de 1963.

Um acordo entre as duas partes da cidade possibilitou que mais de 170 mil passes fossem emitidos para os cidadãos de Berlim Ocidental.

Cada passe permitia uma visita de um dia ao lado comunista de Berlim Oriental.

O dia foi marcado por momentos de comoção e propaganda.

A construção do Muro de Berlim em agosto de 1961 separou famílias e amigos.

Finalmente, filhos puderam encontrar seus pais, mesmo que apenas por um curto período de tempo.

Contudo, ainda era possível sentir as tensões da Guerra Fria.

Cada visitante recebeu um folheto que explicava que o muro havia sido construído para "proteger nossas fronteiras contra os ataques hostis dos imperialistas" e da "cultura ocidental decadente", incluindo "filmes de faroeste" e "histórias de gângster".

Do lado de Berlim Ocidental, muitos jornais repreenderam os visitantes, alegando que eles eram peões de propaganda da Alemanha Oriental.

Editoriais argumentaram que os comunistas usaram essa manobra para ganhar aceitação da Alemanha Ocidental de uma divisão permanente da Alemanha.



History

sexta-feira, dezembro 19, 2014


Boa noite Comentando...





VIVA, VIVO E VIVER! 


  Whisper words of wisdom, let it be. 
(Sussurre palavras de sabedoria, deixe-as existir) 
 

Sim, deixe pra lá todo o resto 
Sussurre palavras de sabedoria, deixe-as existir. 
Não gaste seu vocabulário com coisas enfadonhas. 
Não desperdice seus sonhos, 
Não durma acordado, Não seja infeliz por coisas inuteis, 
Não despreze um amigo, Não jogue fora as oportunidades. 
 Sabe aquela pessoa que Deus te fez encontrar? Sim, aquela mesmo... 
Aquela pessoa te ama. Você deu as costas para buscar outro alguém que não te quer, que não te ama, que não te merece. Perdeu! Olha quem tá chegando! 
É...vem de mansinho, passando ligeiro por nós. 
Nós nem damos conta do tempo que perdemos. 
Falamos mal dos outros, criticamos atitudes diferentes... 
Aplaudimos coisas inúteis que estão na moda, Julgamos plácidos e incólumes...nossa! 
 Somos anjos de vassoura, não de asas. Adoramos o óbvio, o banal...
 Nos fechamos diante da dor alheia, mas reclamamos se ninguém presta atenção à nossa. 
Somos gente que faz? 
 Gostamos de bunda e ficamos com cara de bundão. 
Trabalhamos as vezes, feito loucos, mas o tempo tá passando.
 Acumulamos dinheiro, posição... Chiquérrimo! 
Pra que isso? 
"Você vai ver um dia em que fria vai entrar: Por cima uma laje, debaixo a escuridão..." 
 Falamos mal do silicone, do axé, da loira, da garrafa, do negro, do religioso, 
do sertanejo que pode ganhar um Óscar. 
Shiii...somos um poço de cultura etnocêntricos! 
Será que fazemos o que debaixo dos capuzes que usamos? 
Vamos abrir o verbo, rasgar o tempo,sair despidos do preconceito. 
O nada pode ser tudo para quem nada quer. 
O tempo sem liberdade é despedaçado e não fatiado como disse o poeta Drumond. 
"Vida e Morte - a medida de duração dos seres”. 
Como um badalar de um grande relógio, o tempo está se mostrando e tudo amarela com o tempo. 
A cada minuto a mais que o relógio marca, um minuto a menos você vive. 
A vida não é um intervalo de tempo, nem apenas um período fatiado como pizza. 
Mas é a sincronia do Kosmus, é o que nos empurra para frente, para o eterno. 
Por isso... 
Sussurre palavras de sabedoria, 
deixe o resto pra lá. 


  VIVA NO PLANETA MUNDO! 


 Let it be, let it be, let it be, let it be 
Whisper words of wisdom, let it be
 
(Meg Klopper)

Sol Hoffmann

O meu dia perfeito...


No meu dia perfeito, eu acordo cedo com a luz do sol gentilmente abrindo meus olhos.

Fico me espreguiçando, alongando na cama por uns 10 minutinhos, pensando empolgada em tudo que me espera.

Levanto e visto a minha roupa de corrida.

Saio correndo pela rua... Continuo correndo, mas agora com uma das vistas mais bonitas do mundo: a Baía de Guanabara, o Pão de Açúcar, o Corcovado.

De volta em casa, tomo um banho quentinho e como meu café da manhã de ovos, chá e frutas (antes da corrida eu como só uma banana ou iogurte, e água) enquanto leio meus blogs favoritos e que me inspiram.

Depois, passo o dia fazendo o que eu sempre quis fazer da vida: escrever...

De tarde, ando pelo bairro ouvindo música.

Há exatamente um ano, o meu dia era muito diferente. Eu acordava triste...

Quanta coisa acontece em um ano.

Escolhi ter uma vida melhor, e vivo essa vida melhor a cada dia, a cada instante, em cada decisão.

No caminho, vou criando a minha tribo, o meu exército de soldados prontos a combater o conceito pré-estabelecido de “sucesso”.

E vou dormir todos os dias feliz porque sei que, do outro lado dessa tela, tem gente se inspirando no meu dia perfeito pra criar o seu próprio dia perfeito, a sua própria vida melhor.

O meu dia perfeito foi ontem. Está sendo hoje. E vai ser amanhã de novo. 

Escolha Sua Vida

Hoje na História - 19 de Dezembro


Morre Rubem Braga, jornalista, poeta e escritor modernista 19-12-1990 

No dia 19 de dezembro de 1990 morria, no Rio de Janeiro, o escritor Rubem Braga, considerado um dos melhores cronistas brasileiros.

Nascido na cidade de Cachoeiro do Itapemirim (ES), no dia 12 de janeiro de 1913, ele é irmão do poeta e jornalista Newton Braga. Rubem iniciou sua carreira na imprensa aos 15 anos, no jornal Correio do Sul, em sua cidade natal.

Ele se formou em Direito, em Belo Horizonte, em 1932, mas nunca exerceu a profissão.

Seguiu a carreira jornalística em várias cidades e também ocupou um cargo diplomático em Rabat, no Marrocos, onde atuou como correspondente para jornais brasileiros.

Entre suas coberturas de destaque, estão a Revolução Constitucionalista, em São Paulo, onde chegou a ser preso, e também a Segunda Guerra Mundial, junto à Força Expedicionária Brasileira.

Além de escrever e colaborar com várias publicações, Rubem Braga também escreveu crônicas, romances e adaptações.

Mas no meio de tudo isso, fora isso, através disso, apesar disso tudo - há o amor. Ele é como a lua, resiste a todos os sonetos e abençoa todos os pântanos. 

Tudo o que nos separava subitamente falhou. 

Nunca pretendi fazer uma obra literária, nunca sequer planejei um livro. Todos os meus livros são uma seleção de minhas crônicas de uma certa época. 

[Rubem Braga]

Publicado em 11 de jan de 2013 

O jornalista se tornou um dos maiores cronistas brasileiros, que juntava palavras simples, fatos do cotidiano e fazia textos deliciosos de ler.



History

quinta-feira, dezembro 18, 2014


Boa noite Comentando...










"Tire de cada dificuldade que a vida lhe trouxer a lição de que nada tem valor a não ser o que é conquistado,
lembrando sempre que o valor das coisas não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem."


(desc.autor)





Sol Hoffmann

Filme mostra que somos todos buscadores incansáveis da felicidade. Somos iguais.


A premissa de que as diversidades nos fazem iguais nunca fez tanto sentido. Enquanto o mundo entra em guerras por poder alegando supremacia inventadas, nos questionamos: Alguns são melhores do que outros? Tirando fatores econômicos e partindo para os fatos culturais, Dalai Lama responde que não.

Somos todos buscadores incansáveis da felicidade. Somos iguais.

Se o propósito da vida é alcançar a felicidade, é preciso antes definir o que seria esse objetivo.

No vídeo aqui em questão, são expostas ideias do que seria essa felicidade, como alcançá-la e de onde podemos tirar conclusões acerca da mesma.

Levando em consideração ensinamentos do Budismo Tibetano, encontramos algumas alegações do que viria a ser o estado ideal para o surgimento de uma felicidade pessoal.

O equilíbrio é citado como característica necessária. De que equilíbrio estamos falando? Pois bem, do equilíbrio entre a mente e o corpo. O estado de espírito encontra a felicidade quando a paz é alcançada. Reter sentimentos negativos seria o primeiro passo para acabar com essa paz de espírito. Parece simples, mas estar em paz significa abdicar de sentimentos cotidianos como inveja, raiva, frustração. Numa sociedade onde o querer extrapola qualquer regra de convivência pacífica, devemos nos perguntar se este querer está ligado à necessidade, ou ao simples fato de sermos levados pela ganância. Somos tentados todos os dias com a imensidão de produtos no mercado, com promessas de satisfação. Felicidade é diferente de prazeres momentâneos.

A felicidade pessoal só depende de ti, e do teu esforço em alcançá-la perante o mundo que te seduz com diferentes estímulos ligados à competição, e não à compaixão.

Antes de mais nada, lembre-se. Somos todos iguais, e precisamos de paz para alcançar a felicidade. Se fica difícil imaginá-la no exterior de nossas mentes, saiba que ela começa em você.



Razões para Acreditar

Hoje na História - 18 de Dezembro


Nasce o diretor norte-americano George Stevens 18-12-1904 

No dia 18 de dezembro de 1904 nascia, em Oakland, nos EUA, o diretor de cinema George Stevens.

Filho de um casal de atores, em 1921, Stevens foi para Hollywood para trabalhar como operador de câmera.

Ele começou sua carreira como diretor em 1933.

Obteve destaque por suas brilhantes técnicas no uso da câmera e uma visão romântica da vida.

Alcançou fama com os filmes “Alice Adams” (Sonhos Dourados, 1935) e “Swing Time” (Ritmo Louco, 1936) em que dirigiu a dupla Fred Astaire/Ginger Rogers.

Durante a Segunda Guerra Mundial, foi operador de câmara do exército norte-americano e filmou o desembarque do exército aliado nas praias da Normandia e a libertação dos prisioneiros judeus do campo de concentração de Dachau.

Seus últimos filmes incluem “A Place in the Sun” (Um Lugar ao Sol, 1951), filme que conquistou seis estatuetas do Oscar; o clássico do faroeste “Shane” (Os Brutos Também Amam, 1953), e “Giant” (Assim Caminha a Humanidade, 1956), novamente premiado com o Oscar de melhor diretor.

Neste último, as estrelas do filme eram Elizabeth Taylor, Rock Hudson e James Jean.

Ele morreu no dia 8 de março de 1975, em Lancaster (EUA), vítima de um ataque cardíaco.






Nasce o diretor e empresário Steven Spielberg 18-12-1946 

No dia 18 de dezembro de 1946 nascia o diretor de cinema e empresário Steven Allan Spielberg, na cidade de Cincinnati, nos Estados Unidos.

Filho mais velho de três irmãs, Spielberg passou grande parte da sua vida em Phoenix.

Na escola, nunca foi um aluno aplicado e, por conta disso, não conseguiu vaga no curso de cinema da Universidade da Califórnia.

Desta maneira, cursou literatura inglesa em outra escola.

Em 1969, fez o seu primeiro curta “Amblin”, que conquistou importantes prêmios e lhe rendeu um contrato com a Universal.

Por este estúdio, dirigiu seu primeiro longa-metragem “Encurralado” (1972).

O filme feito para a TV fez tanto sucesso que foi lançado nos cinemas.

Era o início de uma carreira de muitos sucessos. Um pouco depois, Spielberg dirigiu “Tubarão”, que faturou mais de US$ 100 milhões.

Outros filmes de grande destaque foram “E.T. - O Extraterrestre” (1982), “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981), “Jurassic Park - Parque dos Dinossauros” (1993), “O Resgate do Soldado Ryan” (1998) e a “A Lista de Schindler”, com o qual ganhou o seu primeiro Oscar de melhor direção.

Além de diretor, ele também é um produtor bem sucedido, como nos casos de “Poltergeist” (1982), “Gremlins” (1984), “Os Goonies” (1985), a trilogia “De Volta Para o Futuro” e “MIB - Homens de Preto” (1997).

Como empresário, fundou a DreamWorks que, em 2006, foi vendida para a Paramount.

Spielberg é casado com a atriz Kate Capshaw (que atuou em Indiana Jones) e é pai de seis filhos, um deles do primeiro casamento, com a também atriz Amy Irving.

Não tem sentido que meu país faça comércio com a Coreia do Norte e a China e não com Cuba. 

Ao contrário de muitos amigos, eu nunca tomei LSD, mescalina, Coca ou coisa parecida, enquanto eles subiam pelas paredes, eu assistia TV. 

Eu sempre me preparo para o fracasso e acabo surpreendido pelo sucesso. 

 Prefiro dirigir do que produzir. Todos os dias. E duas vezes no domingo. 

[Steven Spielberg]




History

A graça do amor


Na China antiga, quando as coisas começavam a dar errado em larga escala, concluíam que o governo perdera a graça do Céu. Era uma forma peculiar e mística de democracia. Funcionava. Permitia a remoção de imperadores desastrados ou azarados demais.

Outro dia, movido pela comoção do Natal, percebi que a lógica chinesa tem um equivalente concreto em nossa intimidade, se aplicada ao imperador dos nossos sentimentos: o amor. Sem a graça do amor, nossa vida desmorona, mais ou menos como o império da China sem a graça do Céu. Não se trata de uma conclusão romântica sem fundamento. Ela é baseada em sentimentos concretos e fatos reais.

O amor, como o ar que se respira, é uma substância essencial e invisível da existência. Está lá, um minuto após o outro, desde o instante em que nascemos. Nos mantém vivos. Nos acostumamos a ele. Acreditamos que estará lá quando chegar a noite, como esteve durante a manhã. Mas não é certo. O amor, assim como o ar, pode faltar de um minuto para o outro. A simples ameaça de que isso aconteça esvazia a vida, abre um abismo diante de nós, nos lança nos braços da calamidade.

Num romance que comecei a ler esta semana – A balada de Adam Henry, de Ian McEwan – há um diálogo, nas páginas iniciais, em que a personagem principal tem de escolher entre aceitar uma terrível humilhação imposta a ela pelo marido ou perdê-lo, definitivamente. Ao longo da conversa, os sentimentos dela se alternam entre pavor e ira, medo e indignação. No mesmo instante em que decide que algo é intolerável, enxerga o futuro sem o marido – e o futuro lhe parece insuportável.

Não sei qual decisão prevalecerá na ficção. Todos conhecem esse dilema na vida real. Em certas circunstâncias, em determinadas conversas, o orgulho, e mesmo a racionalidade, aconselham que se dê fim a tudo. O medo entra então em cena e pergunta: o que é a vida sem amor? Não há quem não hesite. Mesmo no escuro, é possível enxergar uma esperança.

A graça do Céu e a graça do amor oferecem paz.

Essa palavra surrada, gasta, corrompida pela publicidade e pelas pombas brancas dos cartões de Natal, descreve uma situação concreta, em que as coisas do mundo parecem ter ordenamento, e nossos sentimentos encontram eco nos sentimentos do outro. Temos queixas, nem tudo transcorre como gostaríamos, mas, feitas as contas, estamos tão contentes quanto possível num mundo imperfeito. Quando se perde a graça, isso desmorona. O outro se distancia, e as coisas do mundo perdem o sentido. Uma inquietação dolorosa invade o cotidiano. A noite se torna imensa, a luz da manhã, distante. Onde se escondeu o contentamento? Cadê o sentido das coisas que aquele abraço continha? A paz se foi.

O Natal está chegando, como todo ano. Nas ruas das nossas cidades, sem neve e sem frio – talvez sem água –, milhões andarão em busca de presentes, tentarão capturar numa caixinha um gesto de carinho. Entre eles, andarão como zumbis os que perderam a graça do amor. Eles farão compras, darão bom dia, conversarão com os vizinhos e se sentarão para tomar café com os colegas de trabalho. Haverá neles, porém, um buraquinho, como o furo microscópico de um pneu ou de uma bola, que deixa o ar escapar e leva o alento e a vida. É possível viver assim, com o barulhinho quase inaudível do ar fugindo e da alegria escapando – mas é triste.

Neste Natal quero pedir de volta a graça do amor. Para todos os que a perderam. Que ela volte como um raio de luz num prado escuro, subitamente. Ou que vá chegando de mansinho, como um sono tranquilo. Que ela retorne pela troca de palavras ou que volte pisando com os pés descalços, em silêncio. Não faz diferença. O importante é que leve embora os dilemas insolúveis, que remova o vazio do futuro, que ofereça, como um corpo ansioso e disponível, a dádiva da paixão – aquela que resgata homens e mulheres do abismo da indiferença. Que a graça do amor, ao retornar, devolva tudo o que lá estava antes, sobretudo os sonhos. Eles, sobretudo. Que venha com ela também a graça do Céu, aquela antiga dos chineses, porque dessa, aqui no Brasil, também precisamos.

IVAN MARTINS - ÉPOCA
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