quinta-feira, janeiro 31, 2013

Boa noite Comentando...







Amigos são estradas...


Certos amigos são indispensáveis, simples
como aquela estradinha de terra no interior,
onde do alto da colina podemos avistá-la inteirinha,
sabemos onde podemos ir e onde podemos chegar,
são transparentes e confiáveis.

Outros, acabaram de chegar,
como estradas que só conhecemos pelo Guia,
e vamos nos aventurando sem saber muito bem seus limites,
é um caminho desconhecido,
mas que sempre vale a pena trilhar.

Tem amigos que lembram aquelas estradas vicinais,
que pouco usamos, pouco vemos,
mas sabemos que quando precisarmos, ela estará lá,
poderemos passar e cortar caminho,
mesmo distante, estão sempre em nossa memória.

Por certo, também existem amigos que infelizmente,
lembram aquelas estradas maravilhosas,
com pistas largas e asfalto sempre novo,
mas que enganam o motorista,
pois são cheias de curvas perigosas,
e quando você menos espera...
é traido pela confiança excessiva.

E existem amigos que são como aquelas estradas
que desapareceram, não existem mais,
mas que sempre ligam a nossa emoção até a saudade,
saudade de uma paisagem, um pedaço daquela estrada,
que deixou marcas profundas em nosso coração.
Foram, mas ficaram impregnados em nossa alma.

E na viagem da vida, que pode ser longa ou curta
amigos são mais do que estradas,
são placas que indicam a direção,
e naqueles momentos em que mais precisamos,
por vezes são o nosso próprio chão.


(Paulo Roberto Gaefke)



Sol Hoffmann

Leão “sorri” ao tirar foto e conquista a internet


Esta é a imagem do momento!

Um fotógrafo amador tomou um baita susto quando foi tirar foto de um leão aparentemente assustador em um zoológico na Carolina do Sul, Estados Unidos.

Bem na hora, o animal abriu a boca simulando um sorriso.

Na verdade, segundo o americano Randy Rimland, de 54 anos, não passava de um bocejo.

Mas é o suficiente para virar um meme, não?

Já está bombando aos montes na web.

Ó que delícia de foto!


 ÉPOCA

quarta-feira, janeiro 30, 2013

Boa noite comentando...







O Amor é lindo...


Lindo também, é sorrir!
Lindo é estar de bem com a vida!
Lindo é saber dizer na hora certa:
Muito obrigado; Deus te abençoe!
Posso ajudar ? Com licença! Desculpe!
Lindo é ter fé!
Lindo é ser atencioso e cortês!
Lindo é levar luz onde há escuridão!
Lindo é ajudar o próximo, sem temor!
Lindo é partilhar o que temos de melhor!
Lindo é contemplar a lua cheia, enchendo nossos corações de sonhos!
Lindo é o espetáculo do sol se pondo!
Lindo é contemplar a mansidão do mar num dia de calmaria!
Lindo é admirar o próximo, sem ser corroído pela inveja!
Lindo é entender que a felicidade existe dentro de nós e não no bazar da esquina!
Lindo é a família unida, que cresce, floresce e dá frutos!
Lindo é ouvir nossa canção preferida, dos tempos de antigamente!
Linda é a demonstração de afeto explícito, a qualquer hora, em qualquer lugar e circunstância!
Linda é a felicidade de um casal sonhador!
Linda é a serenidade de criança dormindo!
Lindo é o despertar da existência!
Lindo é o desabrochar da juventude!
Lindo é o vigor da mocidade!
Linda é a experiência da velhice!
Lindo é o bailado de uma borboleta visitando as flores de um belo jardim!
Lindo é enxergar Deus em cada demonstração de amor, de alegria, de felicidade!
Linda é nossa amizade!

(Rivaldo Cavalcante)


Sol Hoffmann

Gaivota ataca pomba da paz do papa Bento XVI


Uma das pombas soltadas pelo papa Bento XVI em uma cerimônia no Vaticano neste domingo (27) quase foi capturada por uma gaivota.

A perseguição foi flagrada por fotógrafos que acompanhavam a cerimônia pelo Dia da Memória do Holocausto.

O papa soltou suas pombas da janela de seu apartamento que tem como vista a Praça São Pedro, após fazer uma oração pelas vítimas do Holocausto.

As aves saíram voando, mas logo depois uma gaivota tentou atacá-las, e praticamente encurralou a menor delas contra uma janela.

A pomba conseguiu escapar, segundo o jornal “New York Daily News”.

Essa não foi a primeira vez que uma cerimônia de paz celebrada pelo papa teve problemas.

No ano passado, duas pombas soltas pelo papa se recusaram a voar.

A primeira pousou diante da janela do papa e ficou por um bom tempo no local, enquanto a segunda, jogada para fora da janela, voltou para o quarto onde Bento XVI estava na companhia de duas crianças, antes de voar.

G1

terça-feira, janeiro 29, 2013





Parceria






Ninguém vive sozinho. O ser humano é em essência um ser social.
Na verdade, ele aprende em grupo e cresce sozinho.
Por isso é tão importante à convivência. Os outros funcionam
muitas vezes como espelho. Inconscientemente enxergamos nos outros
o que temos em nós. Isto não é novidade. O que podemos fazer em
relação a isto é analisar as nossas reações e aceitar que temos
defeitos, que precisamos trabalhá-los e efetivamente colocar
isso em prática. A autoaceitaçao é importante para que possamos
mudar sem radicalismo ou grandes sofrimentos. Passo a passo,
dia a dia podemos nas pequenas coisas ir fazendo ajustes, pequenos
esforços que trarão grandes resultados no futuro.
Quando estamos bem, fazemos melhores parcerias porque temos mais
a compartilhar com aqueles que estão conosco, por isso o exercício
do  autoamor, do autoconhecimento são tão importantes
e nos fortalecem para cada dia da nossa jornada. Nunca deixemos de
ter como guia os exemplos do Mestre que foi todo AMOR.
O amor expressa-se de dentro para fora, então para irradiá-lo
precisamos tê-lo em nosso coração.
Vamos irradiar o nosso verdadeiro Amor nas nossas relações.

A Lealdade é um amor que esquece o mundo


Só se é realmente leal quando se está sujeito a alguém ou a algo.

Aí, onde mesmo um sonho pode ser senhor.

Na sujeição de quem serve uma causa, na sujeição de quem se submete a um chefe, na sujeição à pessoa amada, na sujeição do sentimento e na sujeição do dever, no sacrifício da liberdade, da razão e do interesse.

No desperdício e no desprezo do que está à vista e do que está à mão, é nesta desagradável situação que se acha ou não acha a lealdade.

É por ser selvagem e servil, mas só a um senhor, que a lealdade tem valor.

É muito difícil ser-se leal, mas só porque é muito difícil seguirmos o coração.

A lealdade é um amor que esquece o mundo.

Ao escolher um amigo, e ao ser-se amigo dele, rejeitam-se as outras pessoas.

Quando estamos apaixonados, é através dessa pessoa que amamos a humanidade.

O amor ocupa-nos muito.

E para os outros, não fica quase nada.

Não se consegue ser leal ao ponto de calar o coração.

Mas sofremos com as nossas deslealdades.

Sabemos perfeitamente o que estamos a fazer, quem sacrificamos, e porquê.

É por causa da consciência da nossa imperfeição que o ideal da verdadeira lealdade não pode ser abandonado ou alterado.

O fato de ser incumprível não obriga a que se arranje uma versão softcore, mais comoda e realista.

É preciso aguentar.

A lealdade é uma coisa tão cega e simples de determinar quanto é difícil de determinar quanto é difícil de seguir.


Miguel Esteves Cardoso


Boa noite Comentando...






Basta Um Minuto


Um minuto serve para você sorrir:
Sorrir para o outro, para você e para a vida.
Um minuto serve para você ver o caminho,
olhar a flor, sentir o cheiro da flor,
sentir a grama molhada,
notar a transparência da água.

Basta um minuto para você avaliar a imensidão
do infinito, mesmo sem poder entendê-lo.
Em um minuto apenas você ouve o som
dos pássaros que não voltam mais.

Um minuto serve para você ouvir o silêncio,
ou começar uma canção.
É num minuto que você dará o sim
que modificará sua vida... e basta.

Basta um minuto para você apertar a mão
de alguém e conquistar um novo amigo.
Em um minuto você pode sentir
a responsabilidade pesar em seus ombros:
a tristeza da derrota,
a amargura da incerteza,
o gelo da solidão,
a ansiedade da espera,
a marca da decepção
e a alegria da vitória...
Quanta vitória se decide num simples momento,
num simples minuto!

Num minuto você pode amar,
buscar, compartilhar, perdoar,
esperar, crer, vencer e ser...
Num simples minuto você pode salvar a sua vida...
Num pequeno minuto você pode incentivar
alguém ou desanimá-lo!

Basta um minuto para você recomeçar
a reconstrução de um lar ou de uma vida.
Basta um minuto de atenção para
você fazer feliz um filho,
um aluno, um professor, um semelhante...

Basta um minuto para você entender
que a eternidade é feita de minutos.

(Desmond Tutu)



Sol Hoffmann

segunda-feira, janeiro 28, 2013

Boa noite Comentando...







Não Espere...


Não espere um sorriso
para ser gentil;

Não espere ser amado
para amar;

Não espere ficar sozinho
para reconhecer o valor de quem está ao seu lado;

Não espere ficar de luto
para reconhecer quem hoje é importante em sua vida;

Não espere o melhor emprego
para começar a trabalhar;

Não espere a queda
para lembrar-se do conselho;

Não espere...

Não espere a enfermidade
para perceber o quanto é frágil a vida;

Não espere pessoas perfeitas
para então se apaixonar;

Não espere a mágoa
para pedir perdão;

Não espere a separação
para sentir saudade;

Não espere a dor para crer na oração;

Não espere elogios
para acreditar em si mesmo;


Não espere...

Não espere que o outro tome a iniciativa
se você foi o culpado;

Não espere o eu te amo,
para dizer eu também;

Não espere ter dinheiro
para contribuir

Não espere o dia da sua morte
para começar a amar a vida

(desc.autor)



Sol Hoffmann

A morte é um sono sem sonhos.


Que o nosso silencio soe como uma oração pelos que não estão mais entre nós...

Que o nosso silencio soe como  as palavras do Senhor, dando resignação para as famílias dos que partiram e dos que estão em sofrimento...

Senhor, coloque suas mãos sobre a cabeça dos que ficaram em sofrimento...

[Santa Maria - RS]

domingo, janeiro 27, 2013









A soma dos "Talentos"

Se a nota dissesse:

"Não é uma nota que faz uma música".
...não haveria sinfonia.

Se a palavra dissesse:
"Não é uma palavra que pode fazer uma página".
...não haveria livro.

Se a pedra dissesse:
"Não é uma pedra que pode montar uma parede".
...não haveria casa.

Se a gota dissessse:
"Não é uma gota que pode fazer um rio".
...não haveria oceano.

Se o grão de trigo dissesse:
"Não é um grão de trigo que pode semear um campo".
...não haveria colheita.

Se o homem dissesse:
"Não é um gesto de amor que pode salvar a humanidade", jamais haveria justiça e paz, dignidade e felicidade na terra dos homens.

Como a sinfonia precisa de cada nota.
Como o livro precisa de cada palavra.
Como a casa precisa de cada pedra.

Como o oceano precisa de cada gota de água.
Como a colheita precisa de cada grão de trigo.

A humanidade inteira precisa de ti, pois onde
estiveres, és único e, por tanto, insubstituível.


(Michel Quoist)





Sol Hoffmann

sábado, janeiro 26, 2013



O que é a verdade para você?











O que é a verdade?
A verdade é o que cada um acredita no seu momento da caminhada.
Cada ser enxerga o mundo de uma forma e, para ele, a verdade
é tudo aquilo que acredita. No mundo particular de cada um
são formados conceitos particulares, os quais serão obviamente
transformados com o tempo, pois a nossa tendência é a evolução.
No entanto, em cada momento da caminhada formamos as nossas
verdades e vivemos de acordo com elas.
O importante é que saibamos respeitar as verdades de cada um
e não queiramos obrigar aqueles que estão conosco a violar as
suas verdades e adotar as nossas. Esse respeito é imprescindível
para a boa convivência e saudável para manter o equilíbrio de cada um.
Com o tempo as nossas verdades vão naturalmente se transformando,
ganhando mais conceito e ficando mais claras, mas isso deve
acontecer sem violências ou imposições, pois o espírito é livre,
por mais que o corpo esteja encarcerado.
Vamos, então, respeitar as verdades de cada um,
para que as nossas verdades sejam respeitadas.
 


Boa tarde, quase noite Comentando...






A chave da felicidade


- Letícia Thompson -


Muitas vezes quando nos julgamos muito inteligentes, estamos apenas no meio do caminho que essa palavra significa. Ser inteligente não é saber tudo ou ter a curiosidade de tudo saber. Ser inteligente é tirar proveito das lições da vida, olhar os acontecimentos com objetividade e não permitir que as emoções dominem a situação.

Desistir na metade do caminho só porque alguém disse que seria difícil continuar, não é uma atitude inteligente. É importante continuar e até com mais ânimo e vontade de vencer quando as dificuldades apontarem na esquina. Fazemos isso com as crianças quando queremos obter alguma coisa delas dizendo "aposto que você não vai conseguir" porque sabemos que ela vai pegar aquilo como um desafio e vai se desdobrar em esforços. E por que baixamos os braços, nós, adultos, conscientes e tão sábios?

Há quem diga que tomou esse ou aquele caminho porque não teve opção. É a vida, o que podemos fazer? Devemos aceitar as situações porque esse é o nosso destino. Será? Se fosse assim, melhor seria não fazer nada, se sentar num canto e esperar o destino acontecer.

Temos opções sim, mesmo se não são as que esperamos, as que desejamos. Podemos desistir, podemos perseverar, podemos ficar parados para ver o que acontece. O que não podemos, geralmente, é voltar atrás. Não... nós voltamos atrás nas nossas decisões, mas não nas conseqüências que elas já ocasionaram em nós... e nos outros!

Quando a caminhada parecer longa e dura demais e as pessoas acharem que você vai desistir, encha o peito de fôlego e prove do que você é capaz. Volte a ser criança e aceite o desafio, sem duvidar um instante que você vai conseguir. Lute até o último instante e se você não mudar a situação, vai ter deixado pelo menos nos outros e em você mesmo a impressão de um batalhador, que não se deixa facilmente vencer.

Não deposite nas mãos de ninguém e em nada a chave para a sua felicidade. Guarde consigo o poder de ser dono da sua própria vida e diga-se que se você for um bom condutor, vai saber evitar acidentes. E se eles vierem, apesar de tudo, nem por isso condene-se! Muitas quedas acontecem para nos acordar para uma outra realidade, para nos ensinar a parar um pouco e, quem sabe, encontrar outras direções e saídas. E caminhar sem parar pode ser extremamente entediante e cansativo.

Guarde no seu coração o amor a si mesmo e aos outros, cultive a fé como arma de luta, como escudo, seja guerreiro na história, nem que seja a sua e vença, porque se o próprio Deus acredita em você, não há razão para duvidar.





Sol Hoffmann

Fotos do Camboja...


Utilizada nos rituais budistas, a flor de lótus está sempre presente no Camboja; esta flor foi encontrada em um laguinho do templo Beng Mealea.


Ainda nos arredores de Beng Mealea, um menino nada em um lago pouco profundo para colher flores de lótus que serão vendidas no mercado.


Os reservatórios de água eram essenciais na época do império Khmer e serviam para abastecer a população e os campos de arroz; Srah Srang é um dos maiores de Angkor.


Hoje, os reservatórios transformam-se em piscinas para os pequenos cambojanos que vêm à Srah Srang para um merecido banho refrescante no final da tarde.


Uma menina local perambula entre as pedras caídas de Ta Prohm, templo ainda tomado pela vegetação tropical.


Uma jovem vendedora de lembranças em Ta Som, um pequeno templo construído por Jayaverman VII no final do século 12, para homenagear seu pai.


Uma camponesa da região pedala de volta à sua casa, carregando na garupa cestos novos de palha trançada de diversos tamanhos.

 ÉPOCA

sexta-feira, janeiro 25, 2013


Boa noite Comentando...






"Diferença..."


O cara diz que te ama,
então tá! Ele te ama.
Assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas.
Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros.
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua
que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que coloca-se a postos
para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você quando for preciso.
Ser amado é ver que ele lembra de coisas que você contou dois anos atrás,
e vê-lo tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ele fica triste quando você está triste,
e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d’água.
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro
e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão.
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada,
aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.
Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
quem não levanta a voz, mas fala;
quem não concorda, mas escuta.

(Arnaldo Jabour)





Sol Hoffmann

Você alisaria o cabelo de sua filha pequena?

“Minha filha tem o cabelo muito crespo. A partir de qual idade posso alisá-lo?”

A pergunta é o título de um post publicado no dia 16 de janeiro no blog de uma famosa maternidade paulistana, em que mães tiram dúvidas sobre os cuidados com seus bebês e filhos pequenos.

No post, a equipe responsável pelo blog diz que “muitas crianças nascem com os cabelos crespos ou rebeldes demais” e que algumas mães recorrem ao alisamento “para deixarem as crianças mais bonitas”.

Sim, mais BONITAS. Em seguida sugerem que não usem técnicas de alisamento com formol na fórmula, e que uma boa opção seria a escova de colágeno.

Mais alguém achou isso, assim, perturbador?

Eu fiquei tão chocada que nem sei por onde começar. A primeira coisa que me irrita totalmente é essa ideia de que cabelo bonito é cabelo liso (de preferência claro e longo), e cabelo “ruim” ou “rebelde” é aquele cacheado.

Não tem como negar, há racismo na história. Não do jeito totalmente explícito, como em Django livre ou A cor púrpura. Mas o repúdio pelo cabelo cacheado vem da concepção de que a herança africana, presente no sangue de tantos brasileiros, é inferior à europeia. E que para ser bonita é preciso ter o cabelo liso – ou no máximo com um ondulado Gisele Bündchen.

Como dona de um cabelo ”rebelde”, sei que cuidar de cachos na vida adulta é muito trabalhoso. Para ter o cabelo da Taís Araújo é preciso de toneladas de cremes, hidratação, algum baby liss e nenhum ventinho ou umidade. E você nunca sabe como o cabelo vai acordar ou se comportar na praia. A própria Taís parece ter cansado, e tá com o cabelo curtinho. Eu em algumas fases da vida adulta também decidi mudar o cabelo, e deixá-lo liso. Mas gostaria de ressaltar: na vida adulta.

Alguém aí olha pra uma criança e pensa “quanto frizz”? Na minha cabeça cabelo de criança é aquele cabelo de quem brincou na grama, descabelado e cheio de folhas. Ou o cabelo de quem pede pra mãe fazer trancinhas, com pompons e presilhas. Quando a gente cresce passa a ter preocupações (bem idiotas, assumo) como o frizz, os poros da pele dilatados, a oleosidade ou aquela gordurinha que não sai da cintura por nada no mundo. Mas para mim, essas preocupações são tipicamente adultas – e nós mulheres seríamos mais felizes sem elas.

Cabelo de criança também exige cuidados. Deve ser lavado com zelo, penteado sem puxões, cortado de tempos em tempos. Mas transferir para uma criança inseguranças sobre frizz ou ondas “indisciplinadas” me parece tão absurdo quanto dizer que “essa roupa não alonga a sua silhueta”, ou “brigadeiro faz mal pra pele”.

Acho que eu tive a sorte de nascer em uma família onde a individualidade é respeitada e admirada. Uma de minhas irmãs é loira e tem o cabelo liso. A outra tem cachos, como eu, e tudo bem! A minha mãe, adepta fervorosa da escova, nunca me passou qualquer tipo de insegurança quanto ao meu cabelo. Ao contrário. Ela fazia cafuné sem se preocupar em desmontar o meu penteado ou deixar as mechas volumosas.


  Margarida Telles é repórter de ÉPOCA

quinta-feira, janeiro 24, 2013


Boa tarde Comentando...







"A razão por que a despedida nos dói tanto é que nossas almas estão ligadas.

Talvez sempre tenham sido e sempre serão.
Talvez nós tenhamos vivido mil vidas antes desta e em cada uma delas nós nos encontramos.
E talvez a cada vez tenhamos sido forçados a nos separar pelos mesmos motivos.
Isso significa que este adeus é ao mesmo tempo um adeus pelos últimos dez mil anos e um prelúdio do que virá."

(desc. autor)







Sol Hoffmann

Casamento é sempre igual – não importa o sexo dos noivos

Quando vejo manifestações contra o casamento gay, não consigo entender o que passa pela cabeça dos manifestantes. Juro que me esforço.

Sou formada em Ciências Sociais e aprendi que devemos ver os fatos sociais como coisas, como dizia um dos pais da sociologia, Émile Durkheim.

Seguindo esse método, até entendo que alguém possa achar ruim que um amigo próximo ou familiar case com outra pessoa do mesmo sexo.

Existem os argumentos religiosos, as pressões por constituir uma família nuclear e o medo que a pessoa tenha uma vida mais difícil por causa do preconceito que possivelmente enfrentará. (adendo: pessoalmente não concordo com nada disso).

Mas ser contra o casamento gay por princípio? Ser contra pessoas que você não conhece se casarem com pessoas que você não conhece? Mesmo?

Alguns argumentam que, ao permitir a união estável, um governo já faz o bastante. Estaria assim garantindo direitos básicos para um cônjuge, como uma eventual herança.

Acho isso bom, mas não o bastante. Eu mesma já moro com o meu namorado, mas quero um dia oficializar a nossa relação. Pra mim, isso é importante.

Acredito que o amor deve ser celebrado e compartilhado – e adoro uma festa. Se eu sonho com o meu casamento desde pequena, por que a minha amiga que gosta de meninas não pode fazer o mesmo? Não é um capricho ou um detalhe. Casar com a pessoa que você ama, independentemente de cor, opção sexual ou classe econômica é, na minha opinião, um direito.

Por isso hoje me emocionei com um vídeo lindo sobre o casamento de dois namorados, o Alécio e o Luiz Felipe.

Os noivos trabalham no Itamaraty e se conheceram em um show, em 2008. Namoraram, juntaram os trapos e no ano passado casaram em uma cerimônia para 250 convidados. O mais lindo do casamento pra mim foi ver como é sempre a mesma coisa, não importa o sexo dos noivos: pais emocionados, lágrimas, daminhas e pajens descontroladas, decoração linda e muito amor.

Confira o vídeo abaixo, divulgado em novembro do ano passado.

Teaser // Alécio e Luiz Felipe from Brigadeiro Filmes on Vimeo.




   Margarida Telles é repórter de ÉPOCA


quarta-feira, janeiro 23, 2013


Boa noite Comentando...






Mude!


Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais,
leia outros livros,
Viva outros romances!

Não faça do hábito um estilo de vida.

Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.

Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.

Só o que está morto não muda!

(Edson Marques)


Sol Hoffmann

Os amores difusos

Não há um só jeito de amar, e nem uma única pessoa


Não é preciso ser moderno para perceber que a nossa vida comporta amores simultâneos. Podem ser paixões dilacerantes e sombrias, como nos filmes, ou pode ser algo mais suave – um sentimento de atração que, mesmo não consumado, faz da vida um lugar melhor para os envolvidos.

Todos conhecem esse tipo de sentimento.

Há gente que nós temos vontade de ver todos os dias, cuja presença nos deixa naturalmente mais alegres. Temos prazer enorme em abraçar gente assim e a conversa com elas é mais íntima, mais fácil, mais interessante. Uma alma destituída de malícia diria que isso é amizade, mas eu tenho certeza que se trata de uma forma de erotismo – sem posse, sem dor, sem pressa, mas é desejo que resiste ao tempo. Essa não é uma forma de definir o amor?

A principal qualidade dessa sensação é ser plural.

Não nos sentimos enamorados de todo mundo, mas tampouco temos esse tipo de apego por uma única pessoa. São várias. Pode ser a ex-namorada do colégio, a amiga da faculdade, a prima. Pode ser a garota da livraria ou a moça do bandejão que virou sua amiga. A lista não será grande, mas é uma pena, porque se trata de um sentimento bom. Não é gostoso ficar feliz quando toca o telefone? Você não sai transando com essas pessoas, embora pudesse fazê-lo. Você não sofre por essas pessoas, embora possa ter acontecido. Essa relação navega entre o encantamento e a amizade, tem um pouco das duas, e fica a centímetros de se tornar inteiramente uma delas. Movemo-nos entre sutilezas.

O que você faz com alguém que ama difusamente é ter momentos de troca e carinho, que carregam uma ponta secreta de expectativa. Se um dia você bebe demais e diz sinceridades comovidas, ela pode rir, beijar você ou ficar brava e mandar que se comporte – mas tudo seguirá como antes. Nessa relação há espaço para ser você mesmo.

Os amores difusos fazem parte da esfera de sentimentos que começa na pessoa que você escolheu e vai se expandindo num círculo para incluir outras pessoas de quem você precisa. Família, amigos, amores. Nenhum casal é uma ilha. Ao redor do compromisso que mantém duas pessoas ligadas há uma vasta teia de ligações, com diferentes graus de densidade, que vinculam o casal ao mundo. Os amores difusos são uma parte especialmente delicada dessa teia.

Isso nada tem a ver com relações abertas, porém.

Admitir a existência de carinho e desejo fora da sua relação amorosa é apenas uma manifestação de sanidade. Tentar viver todas essas sensações é uma besteira. Criar arranjos matrimoniais que acomodem esses múltiplos sentimentos é ainda mais fútil. A melhor solução para quem deseja correr atrás de todos os seus desejos não é um namoro ou um casamento aberto. É estar sozinho. Assim se conquista total liberdade, sem culpas ou constrangimentos.

Ando convencido que a nossa vida afetiva tem uma espécie de centro e que nele só cabe uma pessoa de cada vez. As nossas grandes aventura emocionais, a nossa verdadeira história íntima, são escritas ao redor dessa exclusividade. Pode ser uma paixão que não deu certo ou um casamento fabuloso de 20 anos, mas continua sendo uma narrativa entre duas pessoas. O resto é tumulto.

Os amores difusos pertencem a outra esfera, e por isso não colidem.

Eles são menos viscerais, mais leves, nos lembram que podemos experimentar diferentes alegrias na mesma existência. Sugerem que o grande amor romântico – esse que nos devora vivos, ou nos envolve suave como um lençol de linho – é apenas uma das experiências do afeto. Há outras, essenciais. Elas preenchem a existência com outra espécie de luz, igualmente necessária para mostrar nosso caminho.

(Ivan Martins) - ÉPOCA

terça-feira, janeiro 22, 2013


Boa noite Comentando...







"Se as coisas fossem perfeitas, não existiriam lições de vida,
não haveriam arrependimentos e nem descobertas...
Se tudo fosse perfeito mãos não se uniriam e sonhos não seriam valorizados.
Se tudo fosse perfeito olhares não se completariam e gestos passavam despercebidos. Se tudo fosse perfeito as lágrimas não existiriamas palavras seriam perfeitas...
Se tudo fosse perfeito eu pularia no abismo sem medo da morte
Pois asas eu ganharia...
Se tudo fosse perfeito eu atravessaria o oceano sem medo de ser levada pelas ondassem receios de me perder em suas profundezas.
Se tudo fosse perfeito dores não existiriam e a cura não seria procurada...
Se tudo fosse perfeito não haveria a busca pela perfeição...
Nada é por acaso pois nem o destino é perfeito."

(Desc.autor)




Sol Hoffmann

A noiva pode ser gorda?

Quando eu penso em casamento, eu imagino primeiro o vestido da noiva.

E depois me vejo metida nele. Só que magra.

Simplesmente não consigo aceitar a ideia de que não vou estar me sentindo bonita nesse dia tão especial (ainda assim, eu sigo comendo chocolate…).

Acho que muitas noivas também se sentem assim.

Lembro de ter ido a pelo menos dois casamentos em que as noivas estavam magérrimas.

À custa de muita ansiedade, bastante remédio e pouquíssima comida.

Eu não as julgo mal.

Em dias normais, as pessoas já recriminam as moças gordas, que dirá no dia do casamento?

Mas ontem, lendo uma matéria publicada no The Frisky, eu comecei a pensar de outro jeito.

A autora, Kate Torgovnick, fala sobre um reality show chamado Say yes to the dress: big bliss – algo como Diga sim ao vestido: grande glória.

O programa, que é sobre vestidos de noiva, dedicou toda uma temporada às noivas gordinhas.

Algumas delas sofreram a vida inteira por causa dos quilos a mais.

Outras gostam de si como são.

Mas todas elas estão em busca do vestido perfeito.

Aí, elas vão a uma boutique de vestidos em Manhattan, Nova York, que é especializada em modelos plus size (atenção: não se trata de vestidos sob medida.

Os vestidos são feitos em tamanho GGG e ficam à disposição das noivas na loja, o que torna todo o processo de escolha mais divertido).

Na boutique, as moças – sempre nervosas e radiantes – encontram umas consultoras muito legais e eficientes.

As noivas dizem a elas do que gostam, falam sobre a dificuldade que é achar roupa, do medo de nunca achar um vestido bonito que sirva.

Depois, elas experimentam alguns modelos.

E esse é o momento mais tocante do programa.

As futuras esposas ficam felizes com a imagem que veem no espelho.

Uma noiva chamada Crystal Parsons (tem link para o vídeo no final do post!) fica toda emocionada ao dizer que está se sentindo bonita.

Quem sabe há quanto tempo ela não se sente assim?

Eu fiquei a ponto de chorar.

Foi assim com algumas outras noivas que vi.

Todas elas estavam expondo suas dobras, inchaços e inseguranças.

E tinha alguém gentil o bastante para ajudá-las e dizer que acharia o vestido certo.

Sem olhar torto, sem sentir pena.

O que eu pensei?

Bom, continuo querendo estar magra no tal dia do sim.

Também sonho com vestidos delicados e pequenos.

Mas uma dúvida me corrói: por que estou mais preocupada em parecer perfeita para os convidados, se eu já sou perfeita para o garoto que me escolheu pra ser sua esposa?



    Anna Carolina Lementy é repórter de ÉPOCA

segunda-feira, janeiro 21, 2013




Quem são os meus inimigos?






Quem são os meus inimigos?
Os nossos inimigos são por nós eleitos a cada dia.
Muitas vezes se tornam nossos inimigos e voltam a serem os
nossos amigos e não ficam nem sabendo. Isso ocorre porque os
criamos dentro de nós. Sempre que julgamos os atos dos outros,
estamos automaticamente criando esse inimigo dentro de nós.
O importante é sabermos que com nossos julgamentos emanamos
energia para outras pessoas e essas energias podem, de alguma forma,
prejudicá-las, porém tudo que fazemos tem um retorno para nós
e essa energia negativa voltará com mais força para o nosso
campo vibratório. Nesse momento nos tornamos inimigos de nós mesmos,
pois estamos nos atacando de forma inconsciente.
Como lidar com isso, então? Exercitando o perdão e a paciência.
Esse exercício impedirá que façamos julgamentos, e que sejam
emanadas energias negativas para os outros, o que também nos
auxiliará a melhorar o nosso campo vibratório.
Lembremo-nos sempre de que com a mesma medida que medirmos
os outros seremos também medidos.
É mais fácil julgar e mais difícil amar e crescer espiritualmente,
mas a escolha cabe sempre a cada um de nós.
 

O que fazer quando a filha de cinco anos volta da creche e pergunta: “Mãe, Deus é o rei, né?”

A única resposta que consegui pronunciar, na hora, foi: “Sim, fofolete, claro que é…”. Mas respondi engasgado. Afinal, eu faço parte do diminuto percentual mundial de ateus. Ou, para ser um pouco mais diplomática, posso dizer que sou agnóstica – acho que a existência ou não de um Deus é uma questão que nunca será realmente respondida. O que fazer, então, quando uma das prefessorinhas da creche é religiosa, dessas de esconder o cabelo e só usar saias comprida, e gosta de propagar sua fé para as criancinhas?

Acho importante que minha filha entre em contato com todo tipo de gente, que absorva ideias, aprenda teorias, discuta possibilidades. Eu mesma só cheguei à conclusão sobre minha falta de fé depois de muito estudar, ler, conversar com outra pessoas e negociar comigo mesma. Longe de mim impôr à minha filha ideologias, não só religiosas quanto sócio-econômicas. Mas achei que teria que lidar com tudo isso quando ela fosse um pouquinho mais velha. Não aos 5 aninhos… Daí ter engasgado ao responder à inusitada pergunta da menina.

Depois de minha resposta inicial, decidi perguntar à ela, em tom blasé: “Você acha que Deus existe ou é como fadas e bruxinhas?”. O que se seguiu foi um diálogo sensacional.

– Existe, claro, mãe! Igual a fadas e bruxinhas.

– Eles existem de verdade ou só na imaginação das pessoas?

– De verdade. E também na imaginação. As duas coisas.

– E como é Deus? Como ele se chama?

– Ele se chama “Elohim” (a palavra para “Deus” em hebraico). Mas vou te contar um segredo. Deus é, na verdade, uma menina. O nome dela é “Elokim”.

(Nota da blogueira: “Elokim” é a palavra usada por religiosos para não falar “Elohim”, o que seria uma blasfêmia. Provavelmente, a professora da creche deve ter dito que o certo é falar “Elokim”).

– “Elokim”? Que nome interessante. E como você sabe que Deus é uma mulher?

– Por que na minha imaginação, Deus usa uma saia muito comprida e brilhante, tem cabelos bem longos e uma varinha na mão. Foi ela quem criou o céu, a terra, os animais, as florzinhas, mamães e papais e também os dinossauros…

A essa altura, começou a passar “Dora, a Aventureira” e a menina achou que era muito mais importante do que discutir a verdadeira natureza divina – uma questão sem muita relevância. Pelo menos para ela.

Foi nesse momento que relaxei de vez. Se Dora é mais importante que Deus, ainda falta muito tempo para que minha filha quebre a cabeça com questões de fé – ou não-fé.



[Daniela Kresch, correspondente da Globonews em Israel]

domingo, janeiro 20, 2013


Boa semana Comentando...










O silêncio...


Aprende com o silêncio
a ouvir os sons interiores da sua alma,
a calar-se nas discussões
e assim evitar tragédias e desafetos.

Aprende com o silêncio
a respeitar a opinião dos outros,
por mais contrária que seja da sua.

Aprende com o silêncio
que a solidão não é o pior castigo,
existem companhias bem piores...

Aprende com o silêncio
que a vida é boa,
que nós só precisamos olhar para o lado certo,
ouvir a música certa, ler o livro certo,
que pode ser qualquer livro,
desde que você o leia até o fim.

Aprende com o silêncio
que tudo tem um ciclo,
como as marés que insistem em ir e voltar,
os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar,
como a Terra que faz a volta completa
sobre o seu próprio eixo...

Aprende com o silêncio
a respeitar a sua vida, valorizar o seu dia,
enxergar em você as qualidades que possui,
equilibrar os defeitos que você tem
e sabe que precisa corrigir
e enxergar aqueles
que você ainda não descobriu.

Aprende com o silêncio a relaxar,
mesmo no pior trânsito,
na maior das cobranças,
na briga mais acalorada,
na discussão entre familiares.

Aprende com o silêncio a respeitar o seu "eu",
a valorizar o ser humano que você é,
a respeitar o Templo que é o seu corpo
e o santuário que é a sua vida.

Aprende hoje com o silêncio,
que gritar não traz respeito,
que ouvir ainda é melhor que muito falar.
E em respeito a você, eu me calo, me silencio,
para que você possa ouvir
o seu interior que quer lhe falar,
desejar-lhe um dia vitorioso
e confirmar que VOCÊ É ESPECIAL.

(Paulo Roberto Gaefke)





Sol Hoffmann

sábado, janeiro 19, 2013


Boa noite Comentando...






Se Não Houver Amanhã


Sabe, eu que costumava deixar muitas coisas para amanhã, resolvi lhe dizer, hoje, o quanto você é importante para mim, porque quando acordei pela manhã, uma pergunta ressoava na acústica de minha alma:

E se não houver amanhã?

Então, hoje eu quero me deter um pouco mais ao seu lado, ouvir suas idéias com mais atenção, observar seus gestos mais singelos, decorar o tom da sua voz, seu jeito de andar, de correr, de abraçar.

Porque... se não houver amanhã... eu quero saber qual é sua comida preferida, a música que você mais gosta, a sua cor predileta...

Hoje eu vou observar seu olhar, descobrir seus desejos, seus anseios, seus sonhos mais secretos e tentar realizá-los.

Porque, se não houver amanhã... eu quero ter gravada em minha retina o seu sorriso, seu jeito de ser, suas manias...

Hoje eu quero fazer uma prece ao seu lado, descobrir com você essa magia que traz tanta serenidade, quero subir aos céus com você, pelos fios invisíveis da oração.

Hoje eu vou me sentar com você na relva macia, ouvir a melodia dos pássaros e sentir a brisa acariciando meu rosto, colado ao seu, em silêncio... e sem pressa.

Hoje eu vou lhe pedir por favor, agradecer, me desculpar, pedir perdão, se for necessário.

Sabe, eu sempre deixei todas essas coisas para amanhã, mas o amanhã é apenas uma promessa... O hoje é presente.

Assim, se não houver amanhã, eu quero descobrir hoje qual é a flor que você mais gosta e lhe ofertar um belo ramalhete.

Quero conhecer seus receios, aconchegá-lo em meus braços e lhe transmitir confiança...

Hoje, quando você for se afastar de mim, vou segurar suas mãos e pedir para que fique um pouco mais ao meu lado.

Sabe, eu sempre costumo deixar as palavras gentis para dizer amanhã, carinhos para fazer amanhã, muita atenção para prestar amanhã, mas o amanhã talvez não nos encontre juntos.

Eu sei que muitas pessoas sofrem quando um ser amado embarca no trem da vida e parte sem que tenham chance de dizer o que sentem, e sei também que isso é motivo de muito remorso e sofrimento.

Por isso eu não quero deixar nada para amanhã, pois se o amanhã chegar e não nos encontrar juntos, você saberá tudo o que sinto por você e saberei também o que você sente por mim.

Nada ficará pendente...

Quero registrar na minha alma cada gesto seu.

Quero gravar em meu ser, para sempre, o seu sorriso, pois se a vida nos levar por caminhos diferentes eu terei você comigo, mesmo estando temporariamente separados.

Sabe, eu não sei se o amanhã chegará para nós, mas sei que hoje, hoje eu posso dizer a você o quanto você é importante para mim.

Seja você meu filho, minha filha, meu esposo ou esposa, um amigo talvez, você vai saber hoje, o quanto é importante para mim... porque, se não houver amanhã...

Amanhã o sol será o mesmo mensageiro da luz mas as circunstâncias, pessoas e coisas, poderão estar diferentes.

Hoje significa o seu momento de agir, semear, investir suas possibilidades afetivas em favor daqueles que convivem com você.

Hoje é o melhor período de tempo na direção do tempo sem fim...

(Desc. autor - retirado do site Momento Espírita)



Sol Hoffmann


Bom dia Comentando...








A Vida é...


A vida é uma oportunidade, aproveita-a.
A vida é beleza, admira-a.
A vida é beatificação, saboreia-a.
A vida é sonho, torna-o realidade.
A vida é um desafio, enfrenta-o.
A vida é um dever, cumpre-o.
A vida é um jogo, joga-o.
A vida é preciosa, cuida-a.
A vida é riqueza, conserva-a.
A vida é amor, goza-a.
A vida é um mistério, desvela-o.
A vida é promessa, cumpre-a.
A vida é tristeza, supera-a.
A vida é um hino, canta-o.
A vida é um combate, aceita-o.
A vida é tragédia, domina-a.
A vida é aventura, afronta-a.
A vida é felicidade, merece-a.
A vida é a VIDA, defenda-a.

(Autor Desc.)



Sol Hoffmann

O Deixar Ir


Às vezes acontece que a fim de que surja uma nova identidade, não somente devem ocorrer as mudanças internas, mas as estruturas externas na vida de uma pessoa precisam ser liberadas. Este deixar ir pode incluir os relacionamentos, o trabalho, a segurança financeira, até o lugar no qual se vive.

Este tipo de mudança drástica pode parecer aleatório ou desnecessário e pode parecer que tem somente conseqüências negativas. Entretanto, uma inteligência superior existe dentro do plano de vida para cada alma, que protege o avanço deste plano, até na presença da adversidade, e mesmo na presença da dor ou da perda.

Tal inteligência contém a compreensão de que o que foi perdido ou liberado será substituído por uma nova série de circunstâncias que a alma está esperando, circunstâncias que trarão maior crescimento ao ser angelical em você e que somente o deixar ir pode trazer ao ser.

Transtornos e perdas na vida podem assumir um tributo emocional, tanto interna quanto externamente. Eles podem fazer com que nos sintamos impotentes e com medo.

Eles podem nos levar a temer um futuro desconhecido.

É apenas em tais momentos que a confiança na inteligência primordial do projeto Divino para cada alma deve ser mantida, pois não há acasos na realidade espiritual. Não há nenhum momento em que Deus esteja ausente.

O que parece ter conseqüências terríveis em um nível está provocando um bem maior no outro, ainda que o ser humano possa experienciar a perda como dolorosa. A necessidade de deixar ir as estruturas familiares ou os relacionamentos, ao redor dos quais se tem construído uma vida não é incomum hoje em dia, pois este é o momento da purificação e da transformação, e todas as almas estão sendo levadas em direção ao caminho da mudança que seja mais propício ao seu crescimento.

No meio deste movimento poderoso, o coração humano que não confia plenamente pode sofrer intensamente e se perguntar por que ele deve experienciar tal dor a fim de crescer. Diante disto, é a serenidade da alma e a conexão com esta parte mais profunda de si mesmo, que permite que se mova com maior facilidade através de toda a turbulência que possa vir.

É como navegar em uma onda sem terra à vista, confiando que ela os levará a uma praia segura. Há muitos hoje que perderam ou deixaram para trás muito do que eles uma vez valorizaram ou confiaram; alguns que experienciaram isto como somente perda, e alguns que foram capazes de manter isto como uma parte de uma transição em uma diferente fase da vida, ou um modo de ser diferente.

Pode se sentir à deriva enquanto espera que novos relacionamentos apareçam, que o trabalho espiritual se manifeste, ou que a segurança emocional se faça sentida. Durante este período de espera, pode-se sentir não ancorado e sozinho, imaginando se haverá um resultado positivo para todo o deixar ir que ocorreu.

Compreender a natureza da realidade espiritual e da própria realidade como um ser divinamentecriado, é de grande importância na manutenção de uma perspectiva positiva em tais momentos. Manter a fé no propósito Divino requer confiança na própria alma que sabe que Deus é real e que se é sempre mantido dentro desta realidade.

Esta é a base para a esperança no meio da mudança e para a confiança na presença do desconhecido. Pois o amparo divino flui em cada caminho que está aberto a ele.

O suporte Divino flui em cada coração que pede por ele, seja ele aparente ou não.

Em um período de mudança e de deixar ir, tal abertura e confiança devem ser perseguidas, até quando o eu exterior experiencia pouca habilidade em senti-las. Até então, o conhecimento de que toda a vida está direcionada para trazer o dom da maior integridade, mais amor e verdade – tal conhecimento é sustentador.

Que todos cujas perdas trouxeram lágrimas, sejam confortados.
Que todos cujos corações temeram o futuro, encontrem a segurança.
Que todos os que desejaram se sentir mantidos no amor de Deus, saibam que eles são eternamente amados.



Julie Redstone

sexta-feira, janeiro 18, 2013


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"A passagem do tempo deve ser uma conquista e não uma perda..
Viver é a única coisa que não dá para deixar para depois.. "