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quinta-feira, novembro 05, 2015

Uma Questão de Escolha


O coração anda no compasso que pode.

Amores não sabem esperar o dia amanhecer.

O exemplo é simples.

O filho que chora tem a certeza de que a mãe velará seu sono.

A vida é pequena, mas tão grande nestes espaços que aos cuidados pertencem.

Joelhos esfolados são representações das dores do mundo.

A mãe sabe disso. O filho, não.

Aprenderá mais tarde, quando pela força do tempo que nos leva, ele precisará cuidar dos joelhos dos seus pequenos.

O ciclo da história nos direciona para que não nos percamos das funções.

São as regras da vida.

E o melhor é obedecê-las.

Tenho pensado muito no valor dos pequenos gestos e suas repercussões.

Não há mágica que possa nos salvar do absurdo.

O jeito é descobrir esta migalha de vida que sob as realidades insiste em permanecer.

São exercícios simples...

Retire a poeira de um móvel e o mundo ficará mais limpo por causa de você.

É sensato pensar assim.

Destrua o poder de uma calúnia, vedando a boca que tem ânsia de dizer o que a cabeça ainda não sabe, e alguém deixará de sofrer por causa de seu silêncio.

Nestas estradas de tantos rostos desconhecidos é sempre bom que deixemos um espaço reservado para a calma.

Preconceitos são filhos de nossos olhares apressados.

O melhor é ir devagar.

Que cada um cuide do que vê.

Que cada um cuide do que diz.

A razão é simples: o Reino de Deus pode começar ou terminar, na palavra que que escolhemos dizer.

É simples...


Padre Fábio de Melo

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