Morre Renato Russo, líder da Legião Urbana
Cantor, compositor e líder da banda que fez sucesso nos anos 80 e 90, o vocalista e baixista Renato Russo morreu no dia 11 de outubro de 1996, no Rio de Janeiro, vítima de complicações da AIDS.
Nascido no dia 27 de março, de 1960, na capital fluminense, Renato Russo deixou a cidade quando tinha seis anos.
Depois de uma breve passagem com a família por Nova York, morou a partir dos nove anos em Brasília.
Na capital, fez parte da banda Aborto Elétrico, entre 1978 e 1982.
Depois, integrou a Legião Urbana, pela qual gravou nove discos e permaneceu até sua morte.
Renato Russo também gravou três trabalhos solo: The Stonewall Celebration Concert, Equilíbrio Distante e O Último Solo.
À frente da Legão Urbana, ele se consolidou como um dos mais influentes músicos do rock nacional e deixou clássicos como Será, Geração Coca-Cola, Que País é Este?, Eduardo e Mônica e Faroeste Cabloco.
Para alguns fãs, a paixão e a veneração pela banda chegava a ter um tom messiânico, sendo que alguns a chamavam de Religião Urbana.
Renato Russo, contudo, sempre rejeitou este status.
Nasce Cartola, um dos grandes sambistas do Brasil
Um dos grandes sambistas do Brasil nascia no dia 11 de outubro de 1908, no Rio de Janeiro.
Trata-se de Angenor de Oliveira, o Cartola, autor de alguns dos maiores clássicos do samba brasileiro.
Nascido no bairro do Catete, ele se mudou com a família para o Morro da Mangueira por questões financeiras.
Em seu novo bairro, fez amizade com Carlos Cachaça, parceiro na boêmia, na malandragem e no samba.
Estudou até o ensino fundamental e foi trabalhar na construção civil.
Como sempre usava um chapéu durante o expediente, ganhou apelido de Cartola.
Em 1928, criou com amigos do morro o Bloco dos Arengueiros, que depois se tornaria a Estação Primeira de Mangueira.
Já conhecido como compositor, nos anos 30, teve seus sambas gravados por cantores como Araci de Almeida, Carmen Miranda e Francisco Alves.
Na década seguinte, contudo, desapareceu e suspeitou-se até de que havia morrido.
O sambista foi reencontrado apenas em 1956, pelo jornalista Sérgio Porto, conhecido como Stanislaw Ponte Preta, que reconheceu Cartola trabalhando como lavador de carros em Ipanema.
Solidário com a situação de Cartola, Porto levou-o a programas de rádios, recolocou-o na imprensa e o ajudou a dar novo impulso na carreira.
Em 1964, casou novamente com Dona Zica (sua primeira esposa, Deolinha, falecera anos atrás).
Cartola e a nova companheira abriram um restaurante, o Zicartola, no Centro do Rio.
O local virou moda na época como ponto de encontro entre sambistas, jornalistas e a juventude da zona sul carioca.
Somente a partir de 1974, aos 66 anos, é que Cartola começou a gravar os seus próprios discos.
Ao todo, foram seis álbuns oficiais.
Assim, eternizou clássicos como As Rosas Não Falam, O Mundo é um Moinho, Acontece, Quem Me Vê Sorrindo (com Carlos Cachaça), Alvorada, Peito Vazio (com Elton Medeiros) e outras músicas.
Em busca de paz e sossego, deixou o Morro da Mangueira no final de década de 70 para morar em Jacarepaguá, onde viveu até sua morte, no dia 30 de novembro de 1980.
Nasce o compositor e cantor Tom Zé
No dia 11 de outubro de 1936 nascia, em Irará, na Bahia, Antônio José Santana Martins, mais conhecido como o cantor e compositor Tom Zé.
Ele participou ativamente do movimento musical Tropicália, nos anos 1960 e, a partir de 1990, ganhou fama internacional após ser descoberto pelo músico David Byrne (ex-Talking Heads).
Nascido em uma família que ficou rica por conta de um bilhete premiado de loteria, Tom Zé começou a se interessar por música quando era adolescente e iniciou seus estudos de violão.
Mais tarde, morando em Salvador, ele se uniu a Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Bethânia e Djalma Corrêa no espetáculo Nós, Por Exemplo nº 2, no Teatro Castro Alves, em Salvador.
Em 1968 gravou o disco "Grande Liquidação" e também participou do álbum Tropicália ou Panis et Circensis, do mesmo ano.
Contudo, por conta de diferenças com os demais integrantes, se afastou do movimento da Tropicália.
Nas décadas de 70 e 80 seus trabalhos não despertaram a atenção do grande público.
Tom Zé voltou a ficar em evidência no final dos anos 80 em diante quando caiu nas graças do músico David Byrne, que lançou sua obra nos Estados Unidos.
Lentamente, sua carreira foi se recuperando e Tom Zé passou a atrair plateias da Europa, Estados Unidos e Brasil, especialmente após o lançamento do álbum Com Defeito de Fabricação, em 1998.
Em 2006, foi lançado o filme Fabricando Tom Zé, um documentário de Décio Matos Jr, sobre a vida e obra do músico.
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