segunda-feira, outubro 06, 2014

Ao caro (pseudo) colega Alexandre Padilha


Ao caro (pseudo) colega Alexandre Padilha:

Eu desafio o sr, como o grande defensor do programa mais médicos que siga o seu caminho, mais natural agora que está desempregado, de ir trabalhar em uma prefeitura do interior do Brasil.

No programa que o sr. mesmo ajudou a criar!

Já que segundo o PT nós médicos somos todos sem coração e mercenários?

Que tal dar o exemplo?

Ir para uma prefeitura onde não se tem condições de trabalho, ver pacientes morrer na sua mão.

Ser processado por erro médico (quando na verdade não havia a mínima estrutura).

Ficar em dúvida se entra na ambulância para transferir o paciente (e abandona o plantão - o que é crime) ou se fica com paciente esperando ele morrer fingindo que está fazendo algo.

Ficar refém do prefeito local e ter que atender quantos pacientes ele quiser como se fosse seu empregado.

Receber bilhete de vereadores para priorizar este ou aquele paciente (amigos, parentes e correligionários).

Fazer o papel de ouvidor geral do caos na saúde como se a culpa fosse sua (sim o médico é o cara do telemarketing que houve todas as reclamações como se tivesse culpa).

Mudar radicalmente seu projeto de vida e ganhar por mês uma bolsa de estudo (mesmo sendo formado) sem nenhum direito trabalhista, 13o, férias, FGTS, etc.

E que pode ser demitido a qualquer minuto ao sabor das mudanças na conjuntura política.

Acho que o sr. será mais útil lá que em outro lugar e ainda ajuda nosso país a enviar menos dinheiro para ditadura cubana.

Melhor um médico ruim como o sr. (consenso entre os que conhecem a sua competência técnica) do que um político péssimo.

E a população coitada ?

Nosso povo é tão sofrido, que se o sr. for atencioso mesmo fazendo a coisa errada talvez eles gostem de você.

E se seu filho e ou alguém da sua família passar mal por lá fica tranquilo que alguém treinado na melhor medicina do mundo segundo o sr. estará lá pronto para atendê-lo.

Dr. Caio Nunes 

Departamento de Radiologia Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Wesley Schunk

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