
Como quem num dia de Verão abre a porta de casa
E espreita para o calor dos campos com a cara toda,
Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapa
Na cara dos meus sentidos,
E eu fico confuso, perturbado, querendo perceber
Não sei bem como nem o quê...
Mas quem me mandou a mim querer perceber?
Quem me disse que havia que perceber?
Quando o Verão me passa pela cara
A mão leve e quente da sua brisa,
Só tenho que sentir agrado porque é brisa
Ou que sentir desagrado porque é quente,
E de qualquer maneira que eu o sinta,
Assim, porque assim o sinto, é que é meu dever sentí-lo.
Fernando Pessoa
Filhotes de gato de areia com 3 semanas de vida, em seu recinto no Ramat Gan Safari, perto de Tel Aviv, em Israel
Agriculturores em um campo de arroz na aldeia de Ragas Masigit em Serang, na Indonésia
Duas girafas olham em direções opostas em seu recinto no zoológico Schönbrunn, em Viena, na Áustria
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UOL
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