quarta-feira, julho 29, 2009

Bom Dia!
E o sol volta a brilhar de mansinho
na cidade maravilhosa!




Amélias de hoje

© Letícia Thompson


Amélia que era mulher de verdade. Eu sou apenas uma mulher. E gostaria de reinvindicar o direito de sê-lo.

Sou vaidosa. Uso baton pra dar cor à minha vida. Maquiagem para parecer mais bonita.

Não faço tudo com perfeição; alguns fios de cabelo branco, apesar de todas as tentativas para evitá-los, aparecem. Uso cremes pra retardar o envelhecimento e se à noite tenho dores de cabeça é porque me sinto cansada.

Nem sempre estou disponível e pronta e cometo erros. Me engano, como qualquer outro ser humano normal. Gosto de roupas, sapatos, jóias, perfumes e flores. Um minuto de atenção me faz ganhar todo o dia.

Sou sensível, fraca, frágil. Sou forte quando preciso. Minha única busca: o amor e tudo o que dele resulta: crianças, trabalho, dia-a-dia e felicidade. Mas vou além: quero segurança, andar de mãos dadas, ser pega no colo e ser chamada de rainha.

Minhas lágrimas me traem quando menos espero. E desespero. Detesto a solidão, a falta de atenção. Sou impaciente e não gosto de esperar.

Não quero ser objeto e nem ter dono. Sou capaz, por mim mesma, amando, de me entregar de todo e ser fiel. Sem amarras, simplesmente por amor.

Posso ferir, como todas as rosas. Mas perfumo também, dou encanto. Ilumino o amor como só as mulheres sabem fazer. Compenso, se assim posso dizer.

Há sempre um preço para a felicidade e tocar nela é aceitar pagar esse preço.

Sou uma Amélia dos tempos modernos. Mais independente, sabendo o que quer. E o que quero é ser eu mesma.





Todas diferentes

© Letícia Thompson


Quem disse que toda mãe é igual? Toda mãe é diferente uma da outra, flor única nesse maravilhoso jardim da vida.

Há mães frágeis, mães fortes, mães que trabalham fora, mães independentes, mães que se dedicam à casa, mães que lutam, mães que se conformam.

Há mães que aproveitam a vida e mães bem comportadas;

Mães bem casadas e mães divorciadas;

Mães solteiras;

Mães muito jovens;

Mães envelhecidas;

Mães amigas e mães só mãe;

Mães adotivas;

Mães carinhosas e mães distantes;

Mães despreocupadas e mães possessivas;

Mães que nunca deram à luz;

Mães que partiram cedo;

Mães que duram uma eternidade.

Não sabemos exatamente por que temos essa ou aquela mãe. Mas isso não importa.

A nós cabe somente amá-la, afinal ela foi o caminho que Deus escolheu para que chegássemos à vida.


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