sexta-feira, maio 08, 2009

8 de Maio, Boa tarde Comentando!




Agora ou Nunca


Está marcado:
agora eu quero ver-te!
Quero sentir o que és em nossas peles.

Determinado:
agora eu quero ter-te!

Quero sentir-te e quero que reveles
o movimento que ora vejo inerte.

Estava escrito e está chegando a hora
do nosso encontro pré determinado.

Já não há nada que me impeça agora
de ver o sonho quase realizado,
sem empecilhos que venham de fora.

Põe roupa nova, a minha já está pronta,
e aquela mala espera-me na porta.

Todo este medo está me pondo tonta,
mas a coragem qualquer medo corta,
e já é curto o tempo que se conta.

Está marcado:
agora eu quero ver-te!

Põe roupa nova, pois chegou a hora.

Determinado:
agora eu quero ter-te!

Apronta a mala, que eu te quero agora!

(Silvia Schmidt)




Coisas do amor


© Letícia Thompson


Por que um coração escolhe o outro, nunca vou saber. Há coisas para as quais não temos respostas, nem explicações, são mistérios da vida.
Às vezes o amor toma conta da gente sem pedir licença. Chega devagarinho, muitas vezes disfarçado, invade e pronto: se instala! E mesmo se dizemos não, ele fica lá, teimoso, empacado. E aí não tem jeito, precisamos conviver com ele, aceitá-lo. Porque ele não desiste facilmente uma vez que decidiu enviar as flechas numa determinada direção.

Ele contraria nossas regras, às vezes mesmo nossos gostos, nos faz fazer coisas que antes julgávamos ridículas, nos deixa bobos e felizes. Muda nossos hábitos, nos faz amar música lenta, sonhar acordados e passar noites em claro, ou então nos acorda em plena madrugada. E nos faz ver estrelas, gostar de lua e de poesia. Ah! O amor nos faz perder o juízo!

Torna adolescentes em adultos e velhos em adolescentes: não existe regra, não existe idade, não existe nada além dele. Se é surpresa para corações jovens, para os mais vividos é um presente dos céus, pois chegou na hora em que não se acreditava mais possível. A esse é dado mais valor, nem mesmo tem preço.

Ele nos faz andar sem ter os pés na terra, nos dá asas, nos transporta e muitas vezes nos fere. Mas de ferida boa, dessas que a gente sofre mas conhece o remédio. Ah! E esse remédio!... Cura tudo, esquece tudo. A raiva da manhã já não tem mais o mesmo sentido à noite. O amor passa esponja como ninguém, só ele mesmo é que conta.

E esse amor que nos libera e nos deixa cativos é também a razão da nossa esperança, porque nos motiva, nos incita a ir mais além, nos dá força e coragem, mesmo se às vezes parece nos deixar débeis e frágeis. Mas ele é contraditório e, por isso mesmo, fascinante, Com ele vivemos; sem ele, apenas passamos pela vida.
São assim as coisas do amor.


Sol Hoffmann

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pelo comentário...