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quarta-feira, novembro 11, 2015

Tem que ser ninja!

A verdadeira força vem da nossa felicidade. É o que ensina Antonio, um pequeno surfista de cinco anos, ao explicar para a madrinha o universo – e as forças - dos Ninjas.

Só pode ser a falta da força de felicidade o que está fazendo esse momento tão chinfrim do planeta Terra, quando o Putin (Wladimir Putin!) leva a coroa de mais influente do mundo.

Ta russo. Com doping prescrito e obrigatório. Antidoping propinado no positivo, e, em caso de mau resultado, devidamente devolvido, com recibo eletrônico.

No cartel de indignidades, há Fifas na fila de espera. Se não empatar, ganha. Não há Suíça que esquente. Nem truste que pague tamanho conglomerado de maus feitos.

O mar de lama vem antes de Mariana/MG e vai pra muito além do Espírito Santo. É oligopólio.

E, enquanto eu estou aqui jogando palavras e a Catalunha está a um passo de trocar a bandeira e dar pé na Espanha, outra modalidade de monstrinhos nacionais mata mulheres, que um dia amaram.

Em Goiás, agorinha, um desses degolou a namorada, menina ainda, só de 14 anos. Em São Paulo, outro enforcou a ex, de 27. No Rio Grande do Sul, mais um desalmado decepou mãos e pés da companheira, também quase menina, de 22 anos. Há dezenas dessas vítimas de maridos, namorados, companheiros e ex.

Foram 4.762 as assassinadas de 2013 – 4,8 mortes para cada 100 habitantes, segundo estudo realizado pela Faculdade Latino americana de Ciências Sociais (Flacso).

Dados da Organização Mundial de Saúde apontam o Brasil como o quinto país que mais mata mulheres no mundo. El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia (do Vladmir) são os quatro primeiros nessa categoria de barbárie.

Aqui, numa epidemia de ódio, cada vez mais, homens do convívio próximo, ferem, abusam, torturam e matam mulheres, que um dia disseram amar. Homens fracos exercendo força bruta em corpos frágeis, que desapropriam como se suas propriedades fossem.

As mais jovens e as negras têm sido as maiores vítimas. Preconceito e violência correm sempre na mesma raia. E não têm fronteiras. Um faz o outro, o outro faz o um. Fazem hitlers de pequeno e macro porte.

O conhecimento avança, mas as trevas resistem - isoladas ou nos conglomerados das máfias de todas as atividades e competências.

Tem que ser muito Ninja para sobreviver e entender os processos da civilização. Mais Ninja ainda para lutar contra acessos e retrocessos. Todos destampados de uma vez só. Ao mesmo tempo. Sem intervalo comercial. Em canal direto, via smartphone.

Tem que ser ninjíssima para não desencantar o Antonio. E, cansado e medroso, acabar contando que a força da felicidade anda encantada e adormecida num reino muito distante, vizinho de Marte, que é longe pra caceta.

Tânia Fusco

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