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domingo, setembro 13, 2015

E se fôssemos além, só um passo à frente?


E se fôssemos além, só um passo à frente?

Se fôssemos mais fundo, somente um pouco a mais do que já fomos?

E se olhássemos além do que vemos, apenas alguns segundos, olhos nos olhos daqueles olhos que desviamos?

Se abandonássemos o caminho dos pés, que por vezes nos fazem tropeçar?

E se déssemos ouvidos aos lugares comuns ouvidos na infância?

E se ouvíssemos um segundo a mais, antes de formar a cega resposta que mais tarde será a causa da dor?

E se ao invés do primeiro, nos permitíssemos chegar em segundo, terceiro ou outro lugar em qualquer lugar que fosse?

Se o que valesse fosse apenas chegar, e chegando festejar, e festejando sorrir, e sorrindo abraçar quem nunca desejamos.

E se mudando de caminho, nos encontrássemos a nós mesmos, à margem, com todos os velhos sonhos, músicas, e amigos?

De que tamanho seria a dor se percebêssemos que estamos longe do que fomos?

Que nossos pés nos enganaram e nossos olhos mentiram?

Se repentinamente, buscássemos as diferenças?

Se os dentes afiados se transformassem em beijos de boas vindas?

Se escolhêssemos aprender sem dor?

Ainda seríamos os mesmos.


 Adriel Gennaro

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