quarta-feira, maio 13, 2009

Chegando de mansinho...pra te fazer um carinho!





Mas dois motivo para acalentar a sua alma...


Mães não tem perfume...


...porque tem cheiro!!!



Elas possuem um modo caseiro de olhar os fatos, as pessoas, seus filhos e a família.
Tem um jeito de intuir o futuro, adivinhá-lo com noventa e nove por cento de acerto
e embora cheia de palavras, sabe fazer silêncio, colocá-las ordem das emoções,
falar com os olhos e até nada fazer, fazendo de conta que sua presença já não é o suficiente para nortear passos,
afetos e as decisões importantes da vida de alguém.

MÃE não tem perfume, porque exala cheiro de Deus, transforma tudo em oportunidade de amar, em forte impulso de agir sem demora.
Mesmo se não existem alegrias, quando as coisas não são nada fáceis, embora sendo difícil mesmo,
um perfume de generosidade coroa gestos, duros trabalhos e cuidados até desnecessários.

MÃE não tem perfume, porque enxerga de um modo que só quem engravida entende.
Trata-se de uma visão maior! Suas humilhações, assim, são nutridas por esperas que as mantêm sempre fortes;
seus sofrimentos serão sempre os mais escondidos e medonhos como o da Mãe das mães.
As ingratidões, a falta de um ‘muito obrigada’, de nada as impede de seguir lavando, passando, levando na escola, cozinhando e economizando.

MÃE cozinha, mas passa fome; limpa, mas vive de avental; chora, mas ninguém vê suas lágrimas; trabalha, mas não tem um tostão...
não tem perfume, mas transpira Deus.

Agora sim, entendo o porquê de até a Bíblia se valer do amor de mãe
para explicar melhor como é o Amor de Deus.

(adaptação do texto de Ricardo Sá, membro da Comunidade Canção Nova)





Paralelas


© Letícia Thompson



As coisas que possuímos se apegam a nós e nós a elas. Os objetos contam histórias, nos fazem lembrar, até sentir de novo, mesmo se de forma mais suave, as mesmas sensações.

Na viagem da vida, as coisas que adquirimos depois que o coração desejou tanto e que nos deixaram orgulhosos da conquista, colam-se a nós como se às vezes não pudéssemos viver dissociados.

Nosso apego à matéria nos dá a sensação de que existimos, pois são provas materiais, tangíveis de que a nossa vida foi rica em acontecimentos.

É muito bom ter uma história passada, porém a história continua... e muitas vezes para que possamos avançar nela, temos que achar espaço para as novas coisas. Se não aprendemos a nos desprender das antigas, formaremos em nós entulhos que causarão desordem na nossa vida.

Não podemos querer avançar e guardar sempre um pé atrás. Podemos possuir o mundo inteiro, mas quando nossa última hora chega, tudo fica.

O que precisamos aprender é saber reconhecer o que é importante, o que realmente nos enriquece, o que ficará mesmo depois da nossa partida.

Ser feliz, fazer outros felizes, estar contente de si, ter amigos, um amor de verdade, valem mais que todo o ouro do mundo junto. E são essas riquezas que devem se impregnar em nós, são esses tesouros que devemos buscar.

Às vezes Deus nos dá a oportunidade de recomeçar um caminho e nós a perdemos porque não soubemos abrir mão do nosso passado. Mãos que recebem estão sempre abertas, numa atitude paralela de oferta e acolhimento.

As coisas passadas tiveram seu momento e ficarão guardadas em nós, mas é para frente que se anda.

O valor do que somos é muito maior que o do que possuímos. Lamentar coisas perdidas não acrescenta um mínimo à nossa vida, mas a esperança de dias melhores, que damos e que nos damos, é um tesouro de valor eterno e inestimável.



Amo vocês...

Sol "Maxine" Hoffmann

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