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quarta-feira, maio 09, 2018

Quando deixamos de ser os outros? Quando deixamos de ver os outros?


Quando perdemos a generosidade?
Pelo excesso de nãos
Pelo uso excessivo de sins
Por amargos que vem e vão
Pelos doces que só vão
Quando deixamos de ser os outros?
Quando deixamos de ver os outros?
Porque achamos que tudo deve ter lucro
Tudo precisa ter volta
Tudo exige um retorno
Seja ele qual for
Desde que instantâneo
Desde que imediato
Desde que agora
Essa garantia tola do momento
A certeza desequilibrada da insegurança
Somos generosos nas pontas
Quando novos, quando velhos
E no meio, estamos sempre correndo
No meio, esquecemos de onde viemos,
para onde vamos
Generosidade é mais que uma virtude
É um hábito, uma vontade, uma certeza
Que precisa e deve ser cultivada
De dentro para fora
Para que venha de fora para dentro
Com um força descomunal
Com uma tranquilidade sem igual
Generosidade é o que nos distingue
das máquinas, dos números, das fórmulas
Que não possuem a capacidade de empatia
Não são capazes de parar e pensar por si só
Prove que você é mais que tudo isso
Mais que números e fórmulas
Prove que é humano, de verdade


Emille Kisar

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