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quarta-feira, julho 13, 2016

Carta à vida


Prezada Senhora, venho por meio desta agradecer por todos os perrengues que me atribuiu passar.

E o faço com a lucidez de alguém que percebeu sua capacidade de diversificação em propor laboratórios intensos e tensos.

Agradeço por seu talento em oferecer experiências novas e boas, nem tão novas e péssimas, boas e velhas, novas e horríveis.

Enfim, sua criatividade não tem limites.

Nem a minha.

Prossigo.

Sou grata pelas pessoinhas que passam feito estrelinhas, àquelas que já morreram há séculos, mas, constrangedoramente, ainda insistem em sentirem-se cintilantes.

Tudo bem, constrangedor, eu sei, foi exatamente o que disse, porém, convenhamos, elas nos ensinam a não ser como elas.

Supostamente, quando há sofrimento há aprendizado.

Não necessariamente.

Aviso, para que não paire no ar o sentimento erudito do sofrimento.

Tem gente que sofre com samba.

Tem gente que samba com ópera.

E tem gente que aprende a sambar com o que tocar.

Então, com sua licença, toca a música, porque estou pronta pra sambar.

Cláudia Dornelles

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