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segunda-feira, agosto 17, 2015

Em protesto anti-Dilma, Sergio Moro vira herói e Renan é vaiado nas ruas


A terceira grande manifestação anti-PT e anti-Governo deste ano, que aconteceu em 150 cidades, ganhou novos heróis e novos vilões neste domingo.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) entrou no alvo dos manifestantes e foi constantemente citado e vaiado, juntamente com a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, do Partido dos Trabalhadores (PT).

Nem Rodrigo Janot, procurador–geral da República, outrora ovacionado nas ruas, foi poupado.

Janot é visto com desconfiança por parte dos organizadores dos protestos pois, segundo eles, estaria blindando Dilma de uma eventual queda.

Por outro lado, o juiz Sergio Moro, que comanda as investigações da Operação Lava Jato, foi tratado como herói nacional, lembrado em cartazes e camisetas.

Sobre Eduardo Cunha, acusado por um delator de ter recebido 5 milhões de dólares em propina, nenhuma palavra.

Ou não.

“Cunha é o único que pode colocar para votação o pedido de impeachment. 
E o Janot está tentando achar alguma coisa para incriminá-lo. Isso sim é golpe!”, gritou um dos líderes do carro de som do movimento Nas Ruas, em São Paulo.

Os alvos e protegidos refletem o momento atual da crise política, dias depois de o Planalto fechar um acordo com Renan Calheiros para conter o avanço da crise política.

Cunha, como Renan investigado na Lava Jato, mas inimigo de Dilma, se tornou a esperança dos movimentos de ver sua pauta pela saída da presidenta avançar em Brasília.


Marina Rossi e Felipe Betim

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