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domingo, julho 05, 2015

SEJA A MULHER QUE VOCÊ QUISER


Alguém já deve ter te dito, muitas vezes, que você precisa casar, aprender a cozinhar, aprender a lavar roupas, a segurar um bebê – porque você precisa ter filhos, é claro –, aprender a arrumar a casa, a cama, a vida, não é mesmo?
Sim, porque mulher tem essas obrigações decretadas ainda dentro do ventre de sua mãe e, não, não podem querer ter/escolher outro caminho.

Mas, e se a Ana não quiser ter filhos?
Se a Paulinha não quiser casar?
A Laura não quiser cozinhar, lavar e passar?
E se você, menina, quiser ser mulher do seu jeito?

São tantos rótulos que, hoje, ando enjoada para conversas com a vizinhança que sempre comenta que uso roupas curtas demais, sabe?
Ando sem paciência para aquele povo da família que toda vez que te vê, já vem com aquela perguntinha idiota “Vai casar quando?”.
E como se não bastasse, ainda calcula quanto tempo tenho de relacionamento e afirma que, por isso – e só por isso – preciso – urgentemente – casar.
Ando sem estômago para aqueles fofoqueiros de plantão que, vira e mexe, apontam o dedo pra mim querendo me dizer o que devo ou não fazer da vida.

Se algo desvia um pouquinho das opiniões alheias já se torna errado.
Ora, minha amiga, sabe o que é errado?
Errado é você querer me entregar passos programados para um futuro que não é você quem vai viver. Errado é você querer jogar na minha história, histórias vividas por outras pessoas sem sequer procurar saber se quero viver assim também.
Errado é não me darem opções, e sim missões a serem cumpridas – e antes dos quarenta é claro.

Mulher, não deixe que rotulem seus passos, ok?
Não deixe que te montem com peças que não são suas e que, talvez, não encaixem em você.
Não permita que o mundo diga qual caminho você deve seguir, qual roupa usar, que modos ter.
Se quiser usar seus shorts jeans bem curtinhos, qual o problema?
Se não quiser casar, que mal tem?
Não se reprima por obrigações que não são suas se você não as quiser ter.
Esqueça as opiniões e reinvente seu caminho, vai.
Crie você suas histórias, com cabeçadas ou não, iguais ou “diferentes”.

Viva suas próprias experiências, sozinha ou acompanhada, casada ou solteira, mãe ou não.

Seja o que você é. Seja a mulher que você quiser.




SuperEla

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