Amizade é coisa simples: Alguém pensa em você mesmo quando você não pede tampouco precisa. E quando precisa não pede porque faz parte do outro, a ponto dele sentir, pressentir.
terça-feira, outubro 15, 2013
Crise na educação inquieta futuros profissionais
Os males do ensino público do Rio, que estão na origem da greve que se arrasta há mais de dois meses, aumentam a pressão sobre os futuros professores. Com a crise nas redes municipal e estadual, as reações de quem está terminando a licenciatura vão do ânimo injetado pelas manifestações à desilusão com as condições de trabalho e com a complexidade das tabelas salariais. No Dia do Mestre, nesta terça-feira, há muita incerteza sobre o futuro do magistério.
Viviane Magalhães Siqueira, que termina este ano o curso de letras na Uerj, não esconde o pessimismo. Tendo já participado de alguns projetos na rede pública estadual de São Gonçalo, ela não sabe o que fará.
— É claro que passa pela cabeça ir para o ensino público. No fundo, queremos chegar lá e fazer alguma diferença. Mas é complicado, com o que temos visto em relação à desvalorização dos professores — diz Viviane, que tem 34 anos e mora e estuda em São Gonçalo, onde a Uerj tem um campus.
Para ela, desvalorização é sinônimo de baixos salários (“há professores ganhando R$ 600”) e infraestrutura precária. Sobre a greve e as manifestações, Viviane diz que os professores “até demoraram para tomar uma atitude”:
— As salas são superlotadas, com 40, 50 alunos, sendo que 35 não querem assistir à sua aula e ficam conversando. Há ainda os que são violentos. O professor não tem muito amparo nem o que fazer.
Já Wamyr Junior, de 28 anos, mantém a fé no que chama de utopia da carreira e acredita em mudança após as manifestações. Morador do Complexo da Maré, ele está na reta final da licenciatura em história na PUC e planeja fazer concurso para as redes municipal e estadual.
— Eu vejo a possibilidade de transformar realidades sociais sendo professor. Hoje a educação é a única ferramenta que temos para mudar a sociedade — diz Wamyr, que em julho fez um discurso para o Papa Francisco no Theatro Municipal.
Oriundo da escola pública, ele participou de alguns protestos e diz sonhar com “uma educação pública de qualidade, mais participativa”. Viviane concorda com a necessidade de mudar:
— Falta um pouco de criatividade. Os professores têm muitas metas a cumprir, até impostas pelo próprio governo. Essa falta de liberdade desestimula. Nenhum professor tem a intenção de dar somente aula tipo cuspe e giz.
Postado por
mariatereza cichelli
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