quarta-feira, setembro 10, 2008

Uma noite de paz para todos nós!



Vaga-lumes quiescentes*

Maisa Splendore Della Casa

A intensidade da luz da alma recolhe-se timidamente no breu do que sou ou tento ser;Luzes ao redor, luzes pobres disfarçadas na ausência da escuridão, o intenso é sentir a escuridão do sol e a clareza da noite. Se não tenho luz própria, devo viver de dia, gozar da claridade da natureza, pois ao meio a meus disfarces, não preciso provar que tenho luz própria, nem sei se a tenho, está de dia. Ninguém reconhecerá. Caso a luz não se faça presente, não devo aparecer na noite, ou assumo minhas formas sombrias e me mantenho no anonimato da pez ou incorporo a oxidação biológica dos vagalumes permitindo que a energia química seja convertida em luminosa. Defendo-me. Defendo-me ou caço. Serei caçador de mim, dos meus vestígios de luz quiescentes, para depois. iluminar o resto da alma sombria e, aí sim, vagaluminarei pela noite de mim mesma.

Um abraço para a amiga Eva Byte, que tão gentilmente nos encaminhou esta linda mensagem.


Sol Hoffmann

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pelo comentário...