quarta-feira, maio 07, 2008

Mansidão do ser


A cada palavra recebida com raiva Que eu a retorne com brandura A cada dardo peçonhento lançado Que eu os devolva como rosas sem espinhos A cada palavra envida com pedras Que eu devolva em forma de bola algodão para limpar a ferida A cada água fervendo lançada para queimar Que eu pulverize com o ar gelado formando um lindo Arco Íris A cada pensamento negativo Que eu o consiga despejar nas águas puras e cristalinas do rio Ao me deparar com suas corredeiras Que eu consiga navegar até chegar a mansidão deste rio. Essas breves palavras são para fortalecer a alma Aquecer os corações daqueles que estão petrificadosCom gelo do desamor, ódio e rancor.
Claudia Baêta

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