sábado, janeiro 17, 2015

Hoje na História - 17 de Janeiro


Marinheiro Popeye aparece pela primeira vez em uma tirinha 17-01-1929 

O valente e carismático marinheiro Popeye aparecia ao público pela primeira vez em um dia como este, no ano de 1929, nas tiras de quadrinhos "Thimble Theatre" ("Teatro em Miniatura"), de Elzie Crisler Segar, no "New York Journal".

Quando fez sua aparição, Popeye não era o personagem principal, mas, em pouco tempo, ganhou a simpatia do público e também sua própria tirinha.

Em 1933, ele foi adaptado para desenhos animados pelos irmãos Dave e Max Fleischer.

Nas histórias, Popeye está sempre tentando proteger sua namorada, Olívia Palito, do seu eterno inimigo, Brutus.

Quando come espinafre, Popeye fica muito mais forte e confiante, podendo vencer qualquer desafio.

Originalmente, Popeye não comia espinafre em lata, o que foi uma criação de quando ele virou desenho animado.

Contudo, a novidade, mais tarde, também foi introduzida nos quadrinhos.

De qualquer maneira, o desenho serviu de incentivo para que as crianças comessem mais espinafre para "ficarem fortes como o Popeye".






Nasce Jorge Mautner, músico brasileiro 17-01-1941 

No dia 17 de janeiro de 1941 nascia, no Rio de Janeiro, Henrique George Mautner, conhecido como Jorge Mautner, cantor, compositor e escritor brasileiro.

Ele é filho de refugiados de pais que deixaram a Europa por conta da Segunda Guerra Mundial.

Jorge Mautner nasceu um mês depois que os seus pais desembarcaram em solo brasileiro.

Sua mãe, Anna Illichi, é de origem iugoslava e católica, e seu pai, Paul Mautner, judeu austríaco.

Seus pais se separaram em 1948 e sua mãe casou com o violinista Henri Müller, que ensinou Jorge a tocar violino.

Também com talento para a literatura, ele escreveu seu primeiro livro com 15 anos, “Deus da chuva e da morte”.

Em 1962, entrou para o Partido Comunista Brasileiro e foi preso com o golpe de 1964.

Por conta da repressão, dois anos depois foi para os Estados Unidos, onde trabalhou na Unesco e na tradução de livros brasileiros.

Em 1970, ele morou em Londres e se aproximou de Caetano Veloso e Gilberto Gil, que estavam exilados na cidade inglesa.

Na sua volta ao país, Mautner começou a escrever no jornal “O Pasquim”.

Neste período conhece seu parceiro musical para as próximas décadas, Nelson Jacobina.

Em 1973, ele participou do “Banquete dos Mendigos”, show-manifesto no Rio de Janeiro para celebrar os 25 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

As músicas do show foram gravadas em um álbum duplo ao vivo, mas o disco teve a comercialização proibida por seis anos.

Em 1970, dirigiu o longa "O demiurgo", que também foi censurado.

Como compositor, teve suas letras de música cantadas por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Science & Nação Zumbi, Gal Costa e Lulu Santos.

Em 2002 lançou o CD "Eu Não Peço Desculpas", com Caetano Veloso.

Em 2007, lançou o álbum “Revirão”.






Morre o sambista Bezerra da Silva 17-01-2005 

No dia 17 de janeiro de 2005, o Brasil perdia um dos seu maiores sambistas.

Morria, no Rio de Janeiro, José Bezerra da Silva, cantor e compositor considerado o embaixador dos morros e favelas.

Nascido no Recife no dia 23 de fevereiro de 1927, Bezerra sempre cantou em suas músicas sobre os problemas sociais das comunidades.

Após passar muita dificuldade no Rio de Janeiro, onde chegou a viver como morador de rua em Copacabana e tentou o suicídio, ele disse que foi salvo por um Santo da Umbanda.

Depois disso, compôs e gravou seu primeiro compacto em 1969 e o primeiro LP seis anos depois.

Ao longo de sua carreira foram aproximadamente 30 discos lançados.

Algumas de suas músicas mais conhecidas são "Malandragem Dá um Tempo", "Overdose de Cocada", "Malandro Não Vacila", "Meu Pirão Primeiro", "Pai Véio 171", "Candidato Caô Caô".

Em 2001, Bezerra se tornou evangélico e, dois anos depois, gravou um CD gospel.

Em 2005, ano de sua morte, ele ainda participou de trabalhos com Planet Hemp, O Rappa e Velhas Virgens.

Ele morreu vítima de parada cardíaca, numa segunda-feira, já que sempre dizia que não queria atrapalhar o final de semana dos amigos quando morresse.

Alguns jornalistas, agora, me fazem perguntas cretinas. E eu respondo cretinamente. 

Para tirar meu Brasil desta baderna, só quando o morcego doar sangue e o saci cruzar a perna. 

Malandro é malandro, mané é mané. Não preciso fazer a cabeça, eu já nasci com ela. 

[Bezerra da Silva]




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