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quinta-feira, março 26, 2015

Senhor Tempo, peço sua atenção!


Venho lhe trazer flores. As flores da gratidão.


Deve parecer estranho para o senhor que, cá entre nós, caprichou na severidade, mas eu explico:


Através da sua capacidade de me desafiar, entendi que há um termo muito esquecido e fiz questão de falá-lo em tom bem alto: afeto!


Sim, depois de cada temporal eu ia lá e com meu "afetinho" acatava mais aquela chuvinha, nem tão "inha" assim, que também fique apenas entre nós, e seguia adiante.


Hoje, além de flores, vim também lhe propor um brinde.


Sim, um brinde.


A quê?


A tudo que aprendi.


Às pessoas que conheci.


À acolhida que recebi e que fui capaz de dar. Tentei acolher várias vezes, eu juro!


Ah, por gentileza, avise ao seu irmão “ano novo” que eu não preciso de muito dinheiro no bolso e de saúde para dar e vender.


Não, senhor. Não preciso.


Para mim, aprendi com o senhor, apenas e somente o suficiente.


Excesso, querido mestre, só de afeto. Disso eu gosto!





 

|Cláudia Dornelles

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