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quinta-feira, março 12, 2015

Cinzas sobre um mesmo altar


Seguirei minha sina de cabeça erguida,
Sem permitir que a maldade humana mude-me de caminho.
Caminharei ainda que seja por vias apertadas,
Continuarei mesmo sem ver pegadas ou rastros, seguirei ainda que sozinho.
Que cada passo meu seja uma atitude que cura feridas.

Tenho a sorte é o azar de nascer numa era que desaprende a amar,
Sorte, pois ainda fumega o pavio do amo, azar, pois este paulatinamente se extingue.
Escolhi não mudar de caminho.
Continuarei em frente amando, socorrendo, consolando e perdoado,
Pois, o amor é uma via de mão única, sem retornos, amarei mesmo que só pelo prazer de amar.

Quando meu caminho cruzar com o caminho do ódio, resistirei o mal, continuarei a amar.
Quando meu caminho cruzar com injustiça, resistirei a multidão, continuarei a ser justo.
Quando meu caminho cruzar com a indiferença, responderei com a atenção dedicada.
Quando meu caminho cruzar com a maldade, escolherei perdoar.
Quando meu caminho terminar, não quero levar nada que não trouxe a este mundo.

Quero ser cinzas de pouca importância espalhada com as demais cinzas da humanidade sobre um mesmo altar.

por Luis A R Branco

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